GDF recua e pagamento de pecúnia de aposentados continua sem data

O calote no pagamento da pecúnia que o governo Rollemberg vem impondo aos professores e orientadores educacionais aposentados parece não ter fim.
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No dia 20 passado a categoria fez uma vigília no Palácio do Buriti para que o governo se pronunciasse sobre o assunto. Na ocasião, representantes do governo se comprometeram a informar nessa segunda-feira (24) a data para concluir o pagamento das pecúnias referentes à folha de julho de 2015. Isso não ocorreu e mais uma vez o governo faltou com a verdade.
Nesta terça-feira (25) os aposentados novamente se manifestaram no Buriti e uma comissão de dirigentes do Sinpro-DF foi recebida pelo coordenador de articulação sindical da Casa Civil, Fabrício Moser.
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Moser explicou que não recebeu da Secretaria de Fazenda informações que pudessem ser repassadas à categoria. Segundo ele, “até o momento só educação foi contemplada; não há dinheiro e precisamos pagar aos servidores de outras categorias que ainda não receberam a pecúnia”, disse.
A única afirmativa do coordenador foi reafirmar que o GDF pagará as pecúnias, mas sem precisar uma data ou apresentar cronograma.
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“A questão não é contemplar uma categoria em detrimento de outra. Estamos falando de uma lei que deve ser cumprida, contemplando todas as categorias. A categoria do Magistério quer, no mínimo, a definição de uma data para quitar as pecúnias do restante do pessoal de 2015 e o de 2016. O GDF tem que formalizar esse compromisso”, disse em resposta a diretora Rosilene Corrêa.
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O diretor Cléber Soares enfatizou o descrédito do governo junto à categoria. “Promete, mas não cumpre. E o GDF não apresenta alternativa que não seja o corte de direitos. A categoria e o Sindicato não compreendem isso”, disse.
Em complemento, a diretora Marilange Vianna reforçou que “não podemos ficar reféns da eterna questão do ‘não temos dinheiro’, sem que o governo crie cenários em que o GDF pudesse aumentar a arrecadação, por exemplo”.
“As pessoas estão adoecendo. Se aposentaram, se planejaram, confiaram que esse dinheiro – que é um direito – iria sair. Mas tudo está sendo postergado. Vamos continuar as mobilizações até que o governo, efetivamente, pague as pecúnias”, destacou a diretora Delzair Amancio.
Sinpro e GDF voltam a se reunir antes da assembleia do dia 10 de novembro.
Fotos: Deva Garcia e ECOM/José Paulo

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