Festa do Professor agita a categoria  

Para comemorar o Dia do Professor, nada melhor que uma grande festa. E foi desta forma que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal festejaram esta importante data durante a Festa do Professor, realizada no último sábado (06), no Opera Hall (Vila Planalto).

Com o tema Celebre a luta e a vida, a categoria cantou e se divertiu ao som da banda de hip hop Realeza, do cantor Chico César, da banda de rock Plebe Rude e da sambista Dhi Ribeiro. Além de evidenciar a importância do(a) professor(a) para o futuro de uma nação, a tradicional festa é um momento consolidado para a categoria e um momento importante para renovar os laços, confraternizar e celebrar as lutas, conquistas e vidas.

Além da temática da Amazônia, exposta em várias fotos na entrada do espaço e pelo salão, os artistas que se apresentaram exaltaram a importância dos professores e lamentaram a conjuntura vivida pelos(as) trabalhadores(as) no Brasil, onde o governo federal tenta retirar direitos. Para o cantor Chico César, a categoria tem sido atacada, assim como a Educação. “A principal figura da educação no Brasil, que é o professor Paulo Freire, tem sido muito atacado por este governo. Paulo Freire é um patrimônio nosso, cultuado no mundo todo, e ao atacar a figura dele, estão atacando toda a categoria. Tudo que nós somos, devemos aos professores. Na linha da importância temos os pais e depois os mestres. Não se deve atacar, dizer: filma e denuncie o professor… Eles são mestres e infelizmente estão tentando retirar esta condição. A profissão tem sido vilipendiada há muito tempo com baixos salários, mas agora a condição é como se o professor fosse um vilão, e não é verdade. Ele é um herói. O presente do Brasil depende muito de um resgate da dignidade do professor. Só assim o Brasil terá futuro”, ressalta o cantor Chico César.

Já o vocalista da banda Plebe Rude, Philippe Seabra, afirma que o governo federal pegou a categoria para cristo, como se a Educação, a cultura e o entretenimento fossem pejorativos. “Ter direito à educação faz toda a diferença no mundo e devemos isto tudo aos professores. Isto não nasce de um vácuo, nasce porque tivemos acesso às informações. A base disso tudo é a educação”, sinaliza Philippe.

Para a coordenadora da Secretaria de Cultura do Sinpro, Eliceuda França, a Festa do Professor é um momento para celebrar a condição de sermos educadores. Além da alegria da categoria estar novamente reunida, os companheiros e companheiras puderam contemplar um olhar do que é a Amazônia em uma conjuntura tão dura. “Momentos como este são muito importantes para o congraçamento da nossa categoria. Além de grandes shows, a exposição de fotos nos deu a oportunidade de fazer uma integração da nossa luta em sala de aula à luta da Amazônia. Ser professor é um compromisso com tudo isto”, enfatiza Eliceuda.

Fátima de Almeida, diretora do Sinpro, finalizou dizendo que a noite trouxe a importância de celebrar a vida, porque onde há vida há resistência e luta. “Estamos vivendo um momento de crise e de muita luta, onde estão tentando retirar muitos direitos e com um governo totalmente contrário ao olhar do povo brasileiro. Então, nesta noite reunimos a categoria para comemorar o Dia do Professor, mas sem esquecer que é preciso lutar para continuar caminhando juntos”.

Fotos: Deva Garcia e ECOM

 

 

 

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