Ex-ministra defende radicalização na política de Direitos Humanos

A professora, Nilma Lino, ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos no Governo de Dilma Rousseff fez um retrato sobre os Direitos Humanos e Diversidade no primeiro dia do IV Encontro do Movimento Pedagógico Latino-Americano, que acontece no Centro de Convenções do Actuall Hotel, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ela defende uma radicalização na própria política de direitos humanos para que seja considerada a diversidade.
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Nilma Lino, que é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e foi a primeira mulher negra no Brasil a comandar uma universidade federal ao ser nomeada reitora da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) em 2013, relatou que o golpe que retirou a presidente Dilma da Presidência está promovendo um retrocesso nunca visto na história em relação aos diretos humanos e a diversidade.
A primeira medida do governo ilegítimo de Michel Temer, segundo ela, foi transferir a pasta dos Direitos Humanos para o Ministério da Justiça, “um equívoco sem precedentes” que precisou ser corrigido posteriormente por conta dos tratados que o Brasil tem assinados com organismos internacionais. 
Ao final, Nilma Lino apresentou algumas propostas para construir uma política radical dos direitos humanos que considere a diversidade. Dentre os pontos, “entender o colonialismo e a colonialidade como formas de não existência, indo além da ideia da tolerância; superar a concepção da enorme distância ainda presente nas políticas sociais e educacionais que tentam educar os sujeitos pertencentes aos coletivos sociais diversos, partindo do pressuposto de que ainda não são humanos, logo não são educados e não produzem conhecimento”.
O IV Encontro reúne cerca de 750 dirigentes sindicais de 21 países da América Latina e Europa, além de representantes dos sindicatos filiados à CNTE. A programação tem atividades até sexta-feira, 17.

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