Confira o tira-dúvidas da Escola Superior de Magistério: uma conquista do PDE

    O Plano Distrital de Educação (PDE), reivindicação histórica do magistério e pautada pelo Sinpro-DF, pelo Fórum Distrital de Educação (FDE) e pela categoria, já produz frutos positivos. Foi publicado no dia 8 de março de 2016 o edital de seleção dos profissionais que atuarão na Escola Superior do Magistério. É importante salientar que em torno de 85% da categoria preenche o pré-requisito para as vagas, por possuir o título de especialista.
    Para aprofundar o debate, representantes da Fundação Universidade Aberta (FUNAB) participaram de uma reunião com a Diretoria Colegiada do Sinpro e falaram sobre a criação da Escola Superior do Magistério. Fizeram parte da mesa o Diretor Executivo, Dr. Mourad Imbrahim Belaciano; o chefe da UAG, Dr. Carlos Medeiros; o Coordenador de Projetos Estratégicos, Prof. Luiz Ricardo Magalhães; e Natalia Duarte, integrante da Comissão de Implantação da Escola Superior de Magistério e integrante do Fórum Distrital de Educação (FDE).
    O objetivo do encontro foi de apresentar o curso de pedagogia da Escola Superior de Magistério, em especialmente o edital de seleção de docentes. O Sinpro integrou e defendeu todo o debate do Plano Distrital de Educação, que tem em sua Meta 12 a criação da Universidade Distrital nos moldes da ESCS.
    Essa estratégia pedagógica, que visa assegurar que o(a) professor(a) da escola pública seja o(a) professor(a) do curso de pedagogia, é uma demanda antiga da categoria. Como a Secretaria de Educação do Distrito Federal tem uma política de formação dos trabalhadores prevista em Lei, conta em seu quadro com 85% de especialistas, além de centenas de mestres e doutores que estão nas escolas.
    Para o diretor Júlio Barros, representante do Sinpro junto ao Fórum Distrital de Educação, a criação da Universidade Distrital é fruto das lutas dos movimentos sociais, da sociedade civil, e que o Sinpro teve um papel de vanguarda, principalmente pela atuação junto ao FDE e na construção coletiva do Plano Distrital de Educação. “O PDE é uma política de Estado e não de governos, portanto é um equívoco querer atribuir a criação da Escola Superior de Magistério a quaisquer governos. Alias, é importante destacar que o atual governo vetou toda Meta 12 do PDE (ensino superior) e o Sinpro, juntamente com o FDE, fizeram pressão na Câmara Legislativa do DF, forçando a derrubada destes vetos e muitos outros. O PDE foi e está sendo uma construção coletiva e por meio da Meta 12, vamos mudar o quadro caótico do ensino superior no DF, em que 84% das matrículas concentram-se no campo privado”, analisa Júlio Barros, lembrando que esse desafio passa pela ESM, assim como consolidar, difundir e ampliar a Fundação Universidade Aberta do DF (FUNAB); estruturar a Universidade Distrital segundo os princípios da integração ensino-serviço-comunidade; assegurar financiamento vinculado à área de educação para o ensino superior público distrital; instituir a Gestão Democrática na Universidade Distrital, entre outras ações, como a construção do campus Paranoá-Itapoã da UnB; e ampliar a oferta de cursos superiores nos campi da UnB existentes em Planaltina, Gama e Ceilândia.
    “Das 27 unidades da Federação, o DF é uma das poucas que não possuem sua Universidade Estadual/Distrital. Com muita alegria, vamos tirar o DF desse ranking”, finaliza o diretor do Sinpro.
     
    Confira algumas perguntas que podem gerar dúvidas na categoria:

    1)      Quem pode se candidatar ao Edital Nº 01/2016 da FUNAB?

    Professor(a) ativo(a) da SEDF em atuação nas unidades escolares que ofertam educação infantil, ensino fundamental anos iniciais ou em modalidades correspondentes.

    2)      Como ficará a carga horária de professor(a) selecionado(a)?

    Fará quatro turnos na sua escola e quatro turnos na ESM, assegurando a coordenação coletiva tanto na Escola de origem como na ESM.

    3)      Como fica a GAPED?

    Como está mantida a atividade pedagógica na escola, consequentemente a GAPED.

    4)      Existirá algum tipo de vantagem?

    No momento não.

    5)      O candidato fará inscrição para o Campus que deseja dar aula?

    Não

    6)      Os títulos são cumulativos ou só se considera o maior?

    Os títulos são cumulativos.

    7)      Porque a titulação vale tão pouco?

    Porque a metodologia ativa adotada pressupõe a formação pelo mundo do trabalho. Por isso a valorização da docência na educação básica e a necessidade de permanecer na escola de origem.

    8)      É condição permanecer na escola de educação básica para atuar na ESM.

    Sim

    9)      O(a) professor(a), já em regência na ESM, poderá desistir a qualquer momento ou terá que ficar os três anos?

    Sim, ele poderá desistir a qualquer tempo.

    10)   O curso de formação poderá ser realizado no horário de coordenação?

    Sim, o curso será ofertado em três turnos.

    11)   O curso que determinará a classificação final?

    Sim, mas em caso de empate, existem outros critérios de desempate (item 6.11 do Edital)

    12)   As inscrições e classificações serão por unidade ou geral?

    Geral.

    13)   Do que adianta as titulações e experiência docente se o curso é o que define a classificação final?

    O processo seletivo é composto de três etapas. Titulação e experiência docente definem outras etapas.

    14)   Como fica a aposentadoria especial?

    Conforme a legislação vigente.