ENEM DIGITAL E OS PROBLEMAS ENFRENTADOS PELOS CANDIDATOS

As apostas do governo federal em implementar mudanças no modelo adotado para aplicação do ENEM no país, foi conduzido por má gestão, problemas logísticos e falhas técnicas.

 No último domingo (31), seguindo o cronograma divulgado pelo Inep, pelo menos 29.703 candidatos realizaram pela primeira vez o ENEM DIGITAL, um novo formato de prova que servirá como teste para mudanças na aplicação do exame. Mas para muitos candidatos, a novidade deixou muito a desejar. Como se não bastasse os problemas já relatados nas primeiras provas, desta vez, a tecnologia adotada pelo MEC, não foi suficiente em algumas cidades. 

Além da logística e falhas na comunicação, candidatos do DF e de outros estados foram surpreendidos ao saber que havia  erros no sistema de provas. De acordo com o Inep, órgão responsável pela aplicação do exame, na edição de domingo (31), houve uma abstenção de 68% entre os 96 mil candidatos confirmados na versão digital do exame ,um total de 29.703 pessoas fizeram a prova. 

Em tamanhas mudanças e incertezas, a edição do ENEM-2020, deixa um caminho longo e com prejuízos incalculáveis para a educação e estudantes, que por meio do exame, conseguem o ingresso ao ensino superior. Desde sua criação em 1988, a edição de 2020, registrou os maiores números de abstenção em toda a história do ENEM, o que preocupa a todos(as). 

Um dos maiores portais de entradas ao ensino superior, corre risco. A falta de investimento do poder público nas escolas e universidades, deixa claro o modelo de políticas públicas adotadas pelo então governo. O que fazer diante de tamanhas mudanças impostas em tempos de pandemia? 

Com tantas mudanças impostas para todos(as), insistir na aplicação de um importante processo  para tantos cidadãos, é violar o direito daqueles que sonham em uma universidade pública. A questão vai muito além da alteração de datas ou forma aplicada. Em meio à uma pandemia global, os jovens e candidatos ao exame, não tiveram escolhas: Foi preciso encarar o vírus e suas consequências, o motivo? A decisão  de um governo genocida diante de um importante processo para tantos.  

Para o diretor do Sinpro-DF Hamilton da Silva Caiana, o formato e modelo adotado em meio à pandemia da Covid-19, revela a obsolescência do governo atual.  “ Mesmo diante de tamanhos casos de mortes por todo o país, o presidente juntamente com a pasta responsável pela educação, preferiu arriscar e apostar em novo “modelo” recheado de falhas e problemas estruturais. É válido lembrar que graças aos movimentos estudantis, movimentos sindicais e mobilizações, foi possível um adiamento consciente, no entanto, adiando ou não, o exame se tornou um processo excludente em 2020, isso pela irresponsabilidade do MEC”, afirma o diretor.

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