Em encontro com sindicalistas, Lula retoma plataforma da classe trabalhadora

O Sinpro e demais lideranças sindicais, a CUT e outras nove centrais sindicais foram recebidos durante a manhã desta quarta-feira (18) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro do Emprego e Trabalho, Luiz Marinho. O evento ocorreu no salão nobre Palácio do Planalto. Além de debater pautas de interesse da classe trabalhadora, Lula reafirmou seu compromisso com os(as) trabalhadores(as) na luta pela conquista de direitos retirados nos governos Temer e Bolsonaro, e a melhoria na renda da população com a retomada da política de valorização do salário mínimo, criada por ele em 2003.  

No encontro, o presidente Lula ressaltou que cumprirá a sua promessa de campanha de valorização do salário mínimo, pois esta é a razão dele estar ali, de volta ao terceiro mandato presidencial. “Se não for para a gente melhorar a vida do povo trabalhador, acabar com a fome desse país e permitir que as pessoas sejam cidadãs, eu nem estaria aqui”, afirmou Lula.

 

Luta pelo respeito ao trabalhador e à trabalhadora

Além da luta pela valorização do salário mínimo, as lideranças e centrais sindicais reivindicaram a regulamentação do trabalho por aplicativos, da valorização da negociação coletiva e novas formas de financiamento dos sindicatos, entre outras demandas de interesse dos trabalhadores e das trabalhadoras.

O presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, ressaltou a importância do Ministério do Trabalho reconstruído por Lula. Ao destacar a importância da recriação do MTE, Nobre ressaltou que é preciso que o desenvolvimento econômico seja acompanhado por bons empregos, com melhores salários e condições de trabalho para combater a desigualdade social. “Estamos convencidos de que é fundamental que o trabalho tenha centralidade na estratégia de desenvolvimento, e para isso precisamos ter o Ministério do Trabalho reconstruído; um ministério muito forte porque sabemos que os empregos de qualidade que a gente tanto sonha e precisa não vão ser consequência só da política econômica, porque na história do nosso país a gente já viu que houve períodos em que o PIB cresceu, mas cresceu aprofundando as desigualdades com postos de trabalhos sem nenhuma qualidade e muitas vezes com salários aviltantes”, disse.

A diretora do Sinpro Luciana Custódio lembra que desde o momento pós-golpe, com a reforma Trabalhista e a entrada do Brasil pela primeira vez na lista suja da OIT como um dos países que mais descumprem as legislações trabalhistas, até o final do governo Bolsonaro, houve o agravamento da retirada de direitos e o desmonte do mundo do trabalho, praticado da forma mais perversa possível. Com a reconstrução do Ministério do Trabalho, vemos a perspectiva de avançar em direitos, o que é muito importante para a classe trabalhadora. “O nosso principal desafio é o de fortalecer o mundo do trabalho, reconduzir o Brasil em um processo de fortalecimento de conquista de direitos da classe trabalhadora, por mais empregos e combate à fome”, finaliza.