Em defesa da Educação e da Amazônia, estudantes voltam às ruas no dia 7 de setembro

Há tempos, os estudantes têm sido protagonistas de grandes mobilizações no Brasil. Com a intensificação dos ataques do governo Bolsonaro à Educação, apenas neste ano, três grandes manifestações foram realizadas. E neste 7 de setembro, o grupo volta às ruas novamente. Desta vez, além das pautas voltadas à Educação, a defesa da Amazônia integra a luta.

Organizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), os atos devem ocorrer em, pelo menos, 12 Estados, e no Distrito Federal. Em Brasília, a manifestação se somará ao Grito dos Excluídos, que acontece no mesmo dia. A concentração para a manifestação acontece a partir das 8h, no gramado atrás da Rodoviária do Plano Piloto.

Em artigo divulgado no site da UNE, o presidente da entidade, Iago Montalvão, destacou que ” é indispensável que continuemos ativos, levando em conta que nossos principais objetivos devem estar em torno de aglutinar mais pessoas, especialmente, pessoas que por ventura estejam participando pela primeira vez de algum movimento político-social”.

Sete motivos para ir às ruas

A entidade pontuou ainda sete motivos para ir às ruas neste 7 de setembro:

1-AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA É COISA SÉRIA

Bolsonaro tem tomado decisões contrárias aos Conselhos Universitários. A escolha de reitores que não foram eleitos pela comunidade acadêmica, composta de representantes discentes e docentes, fere a democracia e coloca em xeque o futuro da educação pública.

2 – FUTURE-SE OU VIRE-SE?

O projeto lançado pelo MEC ignora o problema imediato das universidades que permanecem sem recursos e podem ter suas gestões terceirizadas para Organizações Sociais. É a universidade pública nas mãos do mercado!

3 – FANTASMA DA PRIVATIZAÇÃO

Sucatear as universidades é um dos passos para privatizar a educação pública. Ao passo que recursos são retirados, empresas aparecem como solução para o financiamento.  A educação deve ser de todos.

4 – ATAQUES À CIÊNCIA

O presidente Jair Bolsonaro segue questionando dados científicos produzidos por institutos de pesquisa federal. “Tenho a convicção que os dados são mentirosos” foi uma das inúmeras das frases usadas por ele para desmerecer as informações fornecidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento da Amazônia.

5 – DEVOLVAM NOSSAS BOLSAS

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) suspendeu no último mês de julho a divulgação dos selecionados para a segunda fase de um edital de concessão de bolsas de pesquisa científica. A entidade afirmou que está sem recursos financeiros e que a suspensão vai até o dia 30 de setembro.

6 – PROTEGER A AMAZÔNIA

Embora incêndios possam ser habituais em épocas de seca, a flexibilização dos controles ambientais no atual Governo vem acelerando a perda de vegetação na Amazônia. Segundo a revista científica Nature Sustainability a Amazônia brasileira perdeu mais de uma Alemanha em área de floresta entre 2000 e 2017 se o projeto de Bolsonaro continuar, até quando a floresta irá sobreviver?

7 – DEFENDER A DEMOCRACIA

Em 11 de junho, o presidente Jair Bolsonaro decidiu exonerar 11 peritos que integravam o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT). No final de julho, Bolsonaro direcionou um de seus ataques ao presidente da OAB Felipe Santa Cruz, ao falar com desdém sobre o desaparecimento de seu pai, Fernando Santa Cruz, na ditadura. “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade”, disse Bolsonaro.

“O dia 7 de setembro será mais amplo para que consiga contemplar o conjunto dos setores que estão sendo atacados. Será uma data muito oportuna para, além de comemorar a Independência do Brasil, ir às ruas para falar da importância de defender a educação, a soberania nacional, a floresta amazônica − que vem sendo colocada à venda, e outros temas”, destacou a diretora LGBT da UNE, Denise Soares.

Fonte: CUT Brasília com informações da UNE

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