Educador social de escola militarizada é vítima de tentativa de esfaqueamento

Um educador social do Centro Educacional 1 do Itapoã foi vítima de uma tentativa de esfaqueamento nesta terça-feira (03). O fato foi registrado em uma das escolas militarizadas pelo Governo do Distrito Federal e mostra que mesmo com a presença da Polícia Militar dentro do centro educacional, atos de violência podem acontecer.

No momento que o GDF anunciou o “projeto” de gestão compartilhada nas escolas públicas, o Sinpro afirmou que o problema da educação era um: a falta de investimento. O episódio do CED 1 mostra que a intervenção militar não impede casos de violência nos arredores e no interior das escolas. É importante salientar que a tentativa de esfaqueamento aconteceu no muro do Centro Educacional.

A violência que é repercutida na escola é fruto da violência vivida pela própria comunidade, e para isto são necessárias políticas públicas de combate à criminalidade e da polícia presente na comunidade. Se um estudante adquire drogas ou uma arma branca, por exemplo, isso acontece fora da escola.

Colocar 20 policiais militares dentro de uma escola com a expectativa de melhorar a qualidade do ensino e acabar com a violência é uma falácia. Para isto, somente o investimento na educação na forma de contratação de professores(as) e orientadores(as) educacionais, reforma e construção de escolas poderá melhorar a qualidade de ensino oferecida aos(às) estudantes da rede pública.

Os(as) estudantes do CED 1 do Itapoã estão se mobilizando para construir estratégias para cobrar do governo ações realmente efetivas que venham garantir a segurança dos estudantes na comunidade escolar.

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