“Educação, direitos e vivências da (In) Visibilidade Lésbica no ambiente escolar”, é tema da TV SINPRO desta sexta 28

Celebrado no próximo dia 29 de agosto, o Dia da Visibilidade Lésbica marca não só uma trajetória de conquistas, mas também um lugar de fala que luta contra agressões e a invisibilidade sofrida por mulheres lésbicas em todo o Brasil. No mesmo mês, é celebrado também dia 19, Dia Nacional do Orgulho Lésbico.

No ano de 2003, por ocasião da morte da ativista lésbica Rosely Roth, houve a iniciativa de consagrar também o dia 19/08 como Dia Nacional do Orgulho Lésbico. Em 1983, nesta data, durante o Regime Militar no Brasil, Rosely e várias ativistas lésbicas, acompanhadas de participantes de outros movimentos sociais, ocuparam o Ferro’s Bar em São Paulo, como resposta às agressões lesbofóbicas ocorridas no local algumas semanas antes.

A data nasceu como referência ao primeiro Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), que aconteceu pela primeira vez em 1996, para tratar sobre a violação de direitos humanos sofrida por mulheres lésbicas. Mas o movimento teve início no ano de 1979, com o surgimento do Grupo Lésbico-Feminista (LF).

Na década de 80, importantes vozes do movimento, como Rosely Roth e Míriam Martinho, decidiram criar o Grupo de Ação Lésbica Feminista (Galf), que atuou fortemente contra as prisões e torturas durante a Ditadura Militar. Além disso, as lésbicas do Galf criaram a revista “ChanacomChana”, em 1983, e sofreram duras críticas do regime. As ativistas do Galf costumeiramente se reuniam no Ferro’s Bar, no centro de São Paulo, para protestar e se organizar politicamente.

A luta e participação pela validação dos seus direitos foram importantes marcas deixadas por essas mulheres, refletindo diretamente na militância e participação nos dias atuais, onde milhares são vítimas da violência rotineira que assombra e persegue mulheres em todo o mundo. No Brasil, quando o assunto é violência, o país apresenta dificuldades na compilação de dados, o que mostra a falta de diálogo e discussões sobre temáticas que protegem e oferecem a conscientização sobre o assunto, o que ainda para muitos brasileiros(as) é ainda um tabu.

“Estamos vivenciando no Brasil um estado fascista, que se traduz em violência contra as minorias,( mulheres, negros, indígenas e LGBT) quando o assusnto é Lesbocídio, a realidade dos assassinatos das mulheres lésbicas é invisibilizada”, afirma a diretora do Sinpro, Ana Cristina . Estima-se que a violência aumentou, de acordo com estudos e pesquisas de entidades do Movimento LGBT, entretanto, há uma falta de dados oficiais e estudos padronizados.

Como forma de abrir debate para o tema, a TV SINPRO desta próxima sexta (28), às 19h, debaterá sobre “Educação, direitos e vivência da (In) Visibilidade Lésbica no ambiente escolar. Participa do programa como convidados: Roselaine Dias, Militante Lésbica, Professora, Mestre em Educação pelo Programa Universidade, Ludmila Brasil, Secretaria Geral do DCE da UNB e Diretora LGBT da UNE e também Roseli Menezes, professora temporária da SEDF e militante lésbica. Para mediação do debate, participa a diretora do Sinpro, Ana Cristina.

Participe você também! O programa vai ao ar nesta sexta-feira (28), às 19h ao vivo pela TV Comunitária no canal 12 da NET/DF, e também pelo Youtube e Facebook.

 

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