EDITORIAL | Crise na educação denuncia necessidade de saída de Weintraub do MEC

O presidente da República, Jair Bolsonaro, põe fim a 68 anos de pesquisa científica desenvolvida num dos maiores centros de pesquisa do mundo: o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Na semana passada, o Conselho anunciou o corte de 84 mil bolsas de pesquisa por completa falta de dinheiro.

O Presidente da República, que deveria ser o primeiro a defender a soberania da nação, está obstinado em transformar o Brasil em protetorado dos países desenvolvidos. Por isso, tantos ataques à educação superior, às universidades públicas, à pesquisa científica, à educação básica.

O fim do CNPq e o programa de privatização das universidades públicas, Future-se (ou Privatize-se, como vem sendo chamado pelos movimentos sociais), delineiam o rumo da educação pública desde o ensino básico até o superior. O que ocorre no CNPq também acontece nas universidades públicas e no ensino básico. Este último luta contra a privatização via militarização.
A Universidade Federal de Goiás (UFG), por exemplo, só tem recursos financeiros para funcionar, precariamente, até outubro deste ano. Confira aqui a carta do reitor da UFG. Essa situação afeta todas as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), universidades respeitadas no mundo todo por sua excelência na produção de ciência e conhecimento novo. O fato é que o governo Bolsonaro, pelas mãos do ministro Abraham Weintraub, está demolindo a principal e maior política de desenvolvimento e soberania do Brasil: a educação pública.
O país está sendo empurrado para o mais profundo obscurantismo. A situação do CNPq, dos órgão de fomento à pesquisa, das universidades públicas e do ensino básico é dramática, complicada e precisa da mobilização da sociedade para continuarem a existir.
WEINTRAUB E O FIM DA EDUCAÇÃO PÚBLICA
O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) tem denunciado, há pelo menos 5 anos, todos esses ataques neoliberais à educação pública e chamado a categoria docente e a comunidade escolar a combater, unidos, essa situação, aprofundada no governo ilegítimo de Michel Temer, com a Emenda Constitucional (EC) 95/2016, que congelou o orçamento público nas áreas sociais por 20 anos, e o aperfeiçoamento dela no governo Bolsonaro com o desmonte em curso.
Impedir e dificultar o investimento financeiro público na educação básica e superior e retirar, autoritariamente, os recursos financeiros da pesquisa científica, é um crime de lesa-pátria que em qualquer outro país desenvolvido já teria punido exemplarmente seus executores. Ninguém viu o Presidente dos EUA e seus ministros agirem no desmonte do Estado norte-americano.
O ministro Abraham Weintraub, incapacitado intelectualmente para administrar uma Pasta tão importante como o MEC, joga para a plateia em todas as suas encenações públicas midiáticas. Age levianamente em suas ações e declarações, como a que deu no Morning Show, quando disse que o “MEC gasta mais com um professor federal aposentado do que a gente manda para os estados e municípios em educação básica”.
Temos denunciado o objetivo torpe e fútil desse grupo de políticos que, entre outras perversidades, atua para reduzir o Brasil a um mero protetorado dos Estados Unidos da América (EUA). Todas as ações desse grupo indicam para o crime de lesa-pátria. Com ameaças a brasileiros que defendem os interesses do país, entregam as riquezas minerais, biológicas, orçamentárias, culturais, científicas, patrimoniais, entre outras, às grandes e assediadoras empresas multinacionais estrangeiras, como foi feito com o pré-sal em 2016.
ESTÁ NA HORA DE EXIGIRMOS O FORA WEINTRAUB
Weintraub é um entrave para o desenvolvimento do nosso país. Mau gestor, atenta contra a soberania educacional e o futuro da juventude brasileira ao conduzir a educação, a maior e mais eficiente política pública do país, para as águas turvas e profundas do obscurantismo neoliberal. Age às pressas, como nuvem de gafanhotos, que, quando atraca a lavoura, não deixa nada sobreviver em pé em alguns segundos.  O setor da educação começa a ser empurrado, por esse indivíduo, para este o cenário de terra devastada.
Nós, da diretoria colegiada do Sinpro-DF, temos denunciado todas as ações contra a educação pública de todos os níveis. Desde a EC 95/16 até a reforma do Ensino Médio, a intervenção fundamentalista neoliberal na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a proposta privatista para as universidades públicas denominada “Future-se”, e todos os outros ataques à educação.
São políticas privatistas postas em curso pelo Ministro da Educação. Precisamos barrar essa destruição acelerada do patrimônio educacional, cultural, científico do nosso país por um bando de oportunistas neoliberais. É preciso que Weintraub seja retirado do MEC antes que o estrago fique maior. O ministro sabe que é assassinando a educação, a cultura e a pesquisa científica que irá enterrar definitivamente as possibilidades de desenvolvimento do Brasil.
Mentiroso compulsivo, declara inverdades para confundir e enganar a população, como foi o caso da criação da aspirina, que se tornou chacota no mundo inteiro. Sem preparo administrativo e sem conhecimento acadêmico, têm índole intolerante e autoritária e, todo dia, prova sua incapacidade profissional para ocupar um cargo tão sério como de Ministro da Educação. Chegou a hora de a sociedade cobrar resultados positivos para a nação. Chegou a hora de pedir o fora Weintraub.
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