Ecossocialismo: uma herança histórica de luta

Um debate mais estratégico sobre o resgate da herança histórica de luta da humanidade por meio da justiça social, pela democracia como valor essencial e pelo direito à diferença (de gênero, da diversidade cultural dos povos e de orientações sexuais e religiosas) foi a temática debatida na segunda mesa desse sábado (18) do 11º Congresso dos(as) trabalhadores(as) em Educação Chico Mendes. Com o tema Ecossocialismo, o educador e ex-ministro da Secretaria Geral no governo Lula, Luiz Soares Dulci, e a assistente social, ativista e feminista da Marcha Mundial de Mulheres Isabel Freitas falaram um pouco sobre as novas formas de luta em defesa do meio ambiente e de uma economia voltada para o conjunto do povo em detrimento do grande capital.

Para Luiz Dulci, este debate é fundamental, uma vez que estamos debatendo qual é o tipo de sociedade que queremos. “Educação é socialização de valores e esse Congresso tem a função de dizer que o capitalismo está destruindo muitas coisas. Precisamos mudar essa lógica. É preciso escolher um sistema melhor que o capitalismo. Temos mais de 1 bilhão de pessoas passando fome. Precisamos discutir qual sociedade nós queremos”, salienta.

Já Isabel Freitas afirma que o tema é central nessa conjuntura. “Para nós, feministas, o capitalismo não é uma alternativa na nossa vida. Só promoveu a morte e a extinção. Então, é crucial discutir essa temática em um congresso de educadores”, enfatiza Isabel, complementando que a educação é um terreno fértil para a criação de outro modelo de sustentabilidade da vida, na perspectiva de progresso e do futuro da humanidade. “O tema é estratégico para pensar o futuro da humanidade. Precisamos, urgente, de uma mudança”, finaliza.

Skip to content