Dois anos do massacre do Eixão

O movimento do magistério público do Distrito Federal no ano de 2015 foi justo e legítimo, como o é todo movimento de trabalhadores(as) quando reivindica direitos e melhores condições de vida e trabalho. Tinha como eixo a exigência do cumprimento da última parcela prevista no plano de carreira da categoria a ser paga em setembro/2015, caloteada pelo governador Rollemberg.
A truculência e a péssima relação deste com os sindicatos e movimentos sociais estabelecida desde o primeiro dia de seu (des)governo levou ao triste e lamentável episódio do ataque irresponsável e covarde ao legitimo movimento paredista dos/as professores/as onde a tropa de choque  da Polícia do DF, acionada pelo truculento governador, promoveu um dos episódios mais lamentáveis da história de Brasília e que ficou gravado na memória coletiva da categoria como o Massacre do Eixão tendo como  único responsável o comando do Buriti.
O que se seguiu durante todo o seu (des)governo foi uma sequência de ataques e desprestígio aos servidores/as públicos/as de modo geral e aos/as educadores/as de forma específica.
Tal ofensiva expôs o modelo de gestão neoliberal do governo em questão, bem como todo o reducionismo e empobrecimento das políticas e dos serviços públicos devidos à população.
Nessa esteira, o DF vem amargando talvez a pior administração de todos os tempos, com sua política de arrocho, prejudicando sobremaneira a economia da cidade, promovendo aumento de impostos, de passagens, redução de investimentos nas áreas essenciais como educação, saúde e mobilidade urbana.
Precisamos construir um novo projeto político para o Distrito Federal e o Brasil, que esteja em sintonia com políticas de inclusão social, necessariamente, pela valorização do serviço e do servidor/a público e que coloque a saúde, segurança, mobilidade urbana e educação como prioridades nas ações de governo. Que a educação pública seja vista como estratégica para o desenvolvimento regional e como elemento de combate as desigualdades sociais.
Temos que manter viva a memória das nossas lutas e dar a respostas a esse (des) governo nas urnas em 2018!
Viva a luta dos trabalhadores/as da educação!!!
Viva os/as profissionais da educação em luta permanente por uma educação pública, de qualidade socialmente referenciada e emancipadora para os filhos da classe trabalhadora.
 
Jairo Mendonça, Pedagogo, Especialista em Políticas Públicas e Gestão da Educação e Professor da Secretaria de Estado da Educação.

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