Diretoria do Sinpro repudia ação da PM no CED 07 de Ceilândia

No final da tarde desta terça-feira (12) o Sinpro foi informado sobre um episódio de constrangimento e violação dos direitos de trabalho de uma professora no CED 07 de Ceilândia, uma das escolas militarizadas pelo Governo do Distrito Federal. Enquanto a professora ministrava o conteúdo pedagógico, um policial militar entrou na sala de aula e interrompeu a aula para, segundo ele, disciplinar e aplicar uma advertência em um dos estudantes da turma.

Outro fato que chamou a atenção é que nem a professora nem a direção solicitaram assistência do PM. Segundo o relato da educadora, o episódio foi um total desrespeito com ela, além da advertência ao estudante ser totalmente desnecessária. “Ele (policial) está me desautorizando na frente da turma toda dizendo que eu não tenho autoridade sobre esta sala. Ele entrou para fazer advertências indevidas durante meu período de aula. Está andando na minha sala, acabou de me desautorizar perante minha turma e isto é inadmissível”.

Imediatamente após o pedido de socorro da professora uma diretora do Sinpro se deslocou até o CED 07 para acompanhar e dar a assistência necessária.

Este, infelizmente, tem sido um cenário corriqueiro em escolas militarizadas pelo GDF. Mais uma vez o Sinpro reitera que o investimento é que faz a diferença na Educação. O projeto de militarização não muda a realidade da escola, exceto no processo de intensificação da violência, exemplo do que ocorreu hoje: um ato de extrema violência contra uma trabalhadora em pleno exercício da profissão, e também aos(às) estudantes.

Intromissões como esta não existem em outras profissões, e exemplos como este geram uma série de desconfortos e instabilidades.

O episódio é já de conhecimento da Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde iremos procurar a Secretaria de Direitos Humanos para que o assunto seja avaliado pela Casa, que autorizou recentemente o GDF a implementar esta política.

O Sinpro já apresentou uma proposta para a segurança pública das escolas públicas e das regiões administrativas, mas o governo continua ignorando, mesmo sabendo que estamos com a razão.

 

Clique aqui e confira o áudio da professora.

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