Dia Mundial da Educação: falta professor no mundo

Nesta terça, 24 de janeiro, a Internacional da Educação (IE) aproveita as comemorações do Dia Mundial da Educação para promover mais uma ação global, com vistas a financiar a educação pública e a profissão docente. A campanha “Fazemos a escola pública! Por mais investimento em educação” – apoiará as organizações membros da IE em sua luta contra cortes orçamentários, austeridade e privatizações, e ao mesmo tempo se mobilizam para construir educação pública inclusiva e de qualidade para todos.

A escolha do 24 de janeiro como dia mundial da educação tem como objetivo reforçar a importância da educação no desenvolvimento da humanidade em diversos aspectos, além de comemorar o acesso à educação, direito que consta na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Segundo o artigo 26 da Declaração da ONU, todo ser humano tem direito à educação fundamental gratuita. A educação técnico-profissional deverá ser acessível a todos.

A campanha da Internacional da Educação, portanto, tem como objetivo apoiar os esforços dos sindicatos de educação em todo o mundo para melhorar salários, condições de trabalho e garantir o respeito que os 32 milhões de membros da IE merecem. “Vamos nos unir e nos mobilizar para pressionar os governos a financiarem totalmente a educação pública e investir na profissão docente”, afirma David Edwards, secretário-geral da Internacional da Educação.

 

Falta professor no mundo

Segundo dados da Internacional da Educação publicados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a escassez global de professores é alarmante e põe em risco o direito à educação em todos os lugares. O mundo precisa de mais 69 milhões de professores para atingir o objetivo de educação primária e secundária universal, segundo estimativas da UNESCO. Os continentes mais afetados pela escassez profissional são África subsaariana e o sul da Ásia. A pesquisa da IE mostra docentes sobrecarregados, mal pagos e subvalorizados. As taxas de demissão estão disparando, novos professores estão deixando a profissão e o número de pessoas que desejam ingressar na carreira docente está em declínio dramático.

Segundo o levantamento da IE, essa conta é resultado de falta de investimentos governamentais necessários em educação. A maioria dos governos dos países pesquisados falhou em fazer os investimentos necessários para fornecer o apoio de que os professores e demais profissionais da educação precisam: os orçamentos da educação caíram em 65% dos países de renda baixa e média e em 33% dos países de renda média alta e alta.

A campanha “Fazemos a escola pública! Por mais investimento em educação” é um apelo urgente e necessário da Internacional da Educação para que os governos invistam em educação pública, um direito humano fundamental e bem público, chave para a recuperação da pandemia, e para investir mais em professores, o fator mais importante para alcançar uma educação de qualidade. Isso significa garantir os direitos trabalhistas e boas condições de trabalho, bem como cargas de trabalho administráveis ​​e salários dignos. Também significa valorizar os professores, garantindo que eles sejam centrais na tomada de decisões e confiando em seus conhecimentos pedagógicos.

“Sabemos que somente fortalecendo nossa profissão, nosso movimento sindical, alcançaremos sociedades democráticas, inclusivas, justas e sustentáveis. Vamos agir juntos em solidariedade para ir a público e financiar a educação. Somos a Educação Internacional.”, lembra Edwards, da Internacional da Educação.