Dia da Consciência Negra: infelizmente temos pouco que comemorar

O dia 20 de novembro se tornou um marco na história brasileira. Escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, um dos maiores líderes negros do Brasil que lutou pela libertação do povo contra o sistema escravista, a data ainda se dedica à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Mesmo diante da importância da data, infelizmente ainda temos pouco que comemorar.

Questões como racismo, discriminação, igualdade social, inclusão de negros na sociedade e o respeito à cultura afro-brasileira ainda são exceção à regra no Brasil e no mundo. Ao redor do mundo ainda são comuns, infelizmente, casos de mortes associadas à cor da pele, exemplo visto na última quinta-feira (19), em um supermercado de Porto Alegre, véspera do Dia da Consciência Negra.

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi agredido em uma unidade do supermercado Carrefour. Os dois suspeitos, 1 policial militar de 24 anos e um segurança da loja de 30 anos foram presos em flagrante. A coincidência neste caso é comum em outros casos espalhados pelo mundo: agressores brancos e intolerância racial.

Neste dia, além de engrandecer e reconhecer a força do negro e de sua cultura, é importante refletir sobre o desrespeito e a intolerância, e lutar pelo fim do racismo e da discriminação. É dia de valorizar a história, a cultura e a religiosidade do povo negro. Dia de luta contra o racismo estrutural, institucional, social, religioso e recreativo na sociedade brasileira.

A luta contra o racismo, a intolerância religiosa, a desigualdade social e o genocídio da população negra são atitudes antirracistas que todos e todas devem ter. Não existirá consciência humana enquanto não existir consciência negra. Portanto, o Dia da Consciência Negra é todos os dias.

Enquanto a sociedade perpetuar ideias e atos racistas, a simples tomada de uma hipócrita “consciência humana” servirá meramente para mascarar ainda mais o racismo e endossar crimes motivados pelo preconceito. Por isso, continuaremos na defesa e na luta pela consciência negra demarcando espaço político, social e afetivo no combate ao racismo e na busca por equidade racial.

VIDAS NEGRAS IMPORTAM !!!

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