CUT e demais centrais farão protesto contra Bolsonaro na segunda (3), em São Paulo

Sérgio também alerta que a democracia e o movimento sindical vêm sendo atacados de forma sistemática pelo governo que quer  enfraquecer a luta da sociedade e dos trabalhadores e trabalhadoras por liberdade, melhores condições de vida e emprego decente.

Contra a desindustrialização

Sérgio Nobre afirma que a política de Bolsonaro “está destruindo a indústria brasileira e é uma grande contradição de Paulo Skaf receber Bolsonaro porque não há ninguém mais anti-indústria do que a dupla Bolsonaro/Guedes”.

Ele lembra que até ex-presidentes da Fiesp, como Horácio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski, diante da falta investimento do Estado no setor industrial, já se posicionaram criticando a posição partidária de Skaf.

“Paulo Skaf há muito tempo deixou de ser um líder sindical empresarial e partidarizou a Fiesp. A entidade não tem mais nenhuma pauta em favor da retomada do setor industrial do Brasil. Os próprios ex-presidentes dizem que a Fiesp virou um aparelho do Paulo Skaf para suas pretensões políticas”, diz Sérgio Nobre.

“Bem ou mal, a Fiesp sempre negociou com os trabalhadores e hoje não negocia mais porque está se alinhando a esse governo fascista, de extrema direita, que desindustrializa o país, e isso é grave”, critica Sérgio Nobre que cita os casos da Ford, que fechou sua fábrica de caminhões em São Bernardo do Campo, e da Embraer, vendida para a norte-americana Boeing.

Vamos protestar contra a presença de Bolsonaro com sua política na Fiesp porque a entidade  é simbólica para São Paulo, um estado industrial que sofre com os altos índices de desemprego.

– Sérgio Nobre

Protesto também será contra a entrega de estatais e pela retomada do crescimento econômico com geração de emprego e renda

Ao contrário do que a mídia tradicional divulga sobre retomada da economia, a realidade nas ruas é outra, aponta Sérgio Nobre. “Claramente não há crescimento. O que estamos vendo é a substituição de empregos que antes protegiam os trabalhadores, que tinham carteira assinada, por empregos do tipo Uber, em que as jornadas são extenuantes, sem direitos e sem garantias”, diz.

De acordo com o dirigente, o Brasil só poderá se desenvolver se houver investimento por parte do Estado não como a destruição de serviços públicos e com a entrega de estatais como a Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Federal, empresas que exercem papel de indutoras do desenvolvimento econômico e social.

“O Brasil nunca cresceu por investimentos da iniciativa privada. Nos últimos anos, até o golpe de 2016, todos os indicadores econômicos e sociais mostravam que os investimentos sociais e em estatais é que alavancavam a economia. Já Bolsonaro, tudo o que ele faz é destruir as estatais, como já fez com a Embraer, entregando a empresa aos americanos e como quer fazer agora com a Petrobras, Caixa e Banco do Brasil”, afirma o presidente da CUT.

“Nós, o povo brasileiro, temos que defender nossas estatais, eles querem entregar o Banco do Brasil e a Caixa Federal que são instrumentos de desenvolvimento do nosso país. Se ele levar a cabo essa intenção, a possibilidade de o Brasil se desenvolver é zero”. Sérgio reforça que a defesa das estatais também é pauta do protesto da próxima segunda-feira.

 

Agenda de luta continua

O dia 14 de fevereiro será marcado por atos em frente a agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o Brasil com o intuito de denunciar o desmonte do sistema previdenciário que tem dificultado o acesso aos benefícios. Os atos serão feitos com panfletagens e diálogo com a população com o alerta de que a situação de precariedade no INSS pode se espalhar a outros setores públicos.

A ação nas agências do INSS denunciará também a militarização do serviço público prevista em decreto do vice-presidente Hamilton Mourão, que permite o uso indiscriminado de militares em todos os setores públicos.

Atos também serão realizados em 8 de março – Dia Internacional da Mulher e em 18 de março – Dia Nacional de Mobilização e Luta em defesa do emprego, dos direitos, dos serviços públicos, da educação e da saúde.

No dia 1° de Maio, a exemplo de 2019, as centrais farão atos unificados por todo o país na celebração do Dia do Trabalhador.

Fonte: CUT

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