CUT Brasília repudia a chacina na Paraíba e cobra punição aos assassinos

Desde o fim do período militar no Brasil, nunca esteve tão perigoso lutar por aquilo em que se acredita. Sair às ruas, se opor ao governo, cobrar publicamente melhores condições de vida para si e para o coletivo, pode lhe custar a vida. E foi justamente o que ocorreu aos companheiros José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) na Paraíba.
De forma bárbara, na noite de sábado (8), quatro homens encapuzados e armados com revólveres e espingardas invadiram o assentamento Dom José Maria Pires, na cidade de Alhandra, e assassinaram os dois companheiros a tiros. Cerca de 450 famílias vivem no local, onde plantam mandioca, hortaliças e outros produtos para venda e consumo próprio. A polícia trabalha com a hipótese de homicídio. Aos familiares, restou o medo. A nós, companheiros de luta, o repúdio e a sede de justiça.
Frente a esse lamentável acontecimento, a direção da CUT Brasília vem a público repudiar toda e qualquer forma de violência, e exigir imediata punição dos culpados por esse crime bárbaro. Solidarizamo-nos também aos parentes e amigos das vítimas, que sofrem com a perda dos entes queridos.
Nos últimos tempos ― principalmente, com a ascensão do conservadorismo no Brasil, representado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ―, os ataques aos movimentos sociais e sindicais se intensificaram de forma significativa. Trata-se de mais uma tentativa de enfraquecer a luta do povo em busca de condições dignas para viver.
Entendemos que a luta do MST é legítima e não pode ser interrompida por ações repugnantes como essas. Por fim, ressaltamos que os ataques, como forma de intimidação, não irão nos calar e, tampouco, cessar nosso espírito de luta. Pelo contrário, nos darão forças para seguir unidos, com a certeza de que estamos no caminho certo. Continuaremos firmes, combatendo a injustiça e a retirada de direitos.
Juntos somos Fortes!
Direção Executiva da CUT Brasília

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