CUT Brasília ganha grafite de Paulo Freire

A fachada da CUT Brasília está de cara nova. Obra do artista plástico Hygor Lacroix, o rosto do eterno e célebre educador brasileiro Paulo Freire estampa, agora, a entrada da sede da Central. A pintura representa a inspiração de Freire aos CUTistas nas lutas em busca de um mundo mais justo, inclusivo e democrático.
Artesão brasiliense, Lacroix é idealizador de vários trabalhos urbanos no Distrito Federal e já participou de intervenções em outros estados, unindo política e pintura. “Em minha arte, gosto de fazer as pessoas pensarem e, nesse sentido, o Paulo Freire é muito contundente. Como educador, ele é um ícone que transmite essa mensagem. O que vamos deixar registrado aqui é uma mensagem de transformação”, diz.
Para o secretário de políticas públicas da CUT Brasília, Yuri Soares, a figura de Paulo Freire tem um significado simbólico para a as lutas de esquerda e seus ideais, defendidos há anos, estão em harmonia com princípios de enfrentamento CUTistas. Yuri destaca, ainda, a necessidade de manter vivos todos os ensinamentos do patrono da educação brasileira.
“Nesse momento de imenso retrocesso conservador, os setores reacionários têm atacado as nossas figuras históricas, inclusive, em atos da direita e em petições na internet, e Paulo Freire tem sido um dos mais atacados. Isso ocorre devido ao que ele representa e por defender uma educação emancipadora, libertária, voltada ao povo, aos mais explorados e oprimidos. Mais do que nunca, nós enquanto CUT, vamos resgatar e defender sua contribuição em todas as nossas pautas e em todos os espaços”, disse.
“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”
Paulo Freire nasceu em Recife, em 1921. Devido às suas inúmeras colaborações na educação, nas artes, nas ciências e até na engenharia, se tornou um dos maiores educadores, pedagogos e filósofos brasileiros. Em 2012, por meio da lei 12.612, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, foi declarado Patrono da Educação brasileira. Seu prestígio ultrapassa as fronteiras brasileiras e Freire dá nome a institutos acadêmicos em países como Finlândia, Inglaterra, Estados Unidos, África do Sul e Espanha.
Em suas contribuições, encontram-se mais de 20 obras como único autor e 13 de coautoria. Seu livro mais importante, Pedagogia do Oprimido, foi traduzido em mais de 20 idiomas e, apenas em inglês, conta com mais de 500 mil exemplares publicados. Sua prática didática deixa de lado a educação tecnicista e alienante e aposta em uma educação popular, tendo como foco tanto a escolarização quanto a formação política.

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