CORONAVÍRUS JÁ CHEGOU ÀS ESCOLAS

Desde do início da pandemia, as direções escolares estão na linha de frente no atendimento e auxílio aos professores(as), orientadores(as) e comunidade escolar. Com o retorno gradativo das aulas, o contato físico pode ser um risco. Mesmo seguindo todos os protocolos recomendados pelas autoridades de saúde, diversos professores(as) e orientadores que são das direções de escolas, foram contaminados com a Covid-19,o que preocupa todos. 

Os relatos a seguir, são de professoras da rede que foram contaminadas pela Covid-19. 

“Foi uma experiência horrível! Estávamos em Teletrabalho, eu e minha vice-diretora íamos à escola tomando todos os cuidados possíveis e durante este período nós conseguimos não nos contaminar. No entanto, quando iniciou o trabalho remoto dos professores, tudo fugiu do nosso controle e em apenas uma semana onde houve encontros para montagem de kits e atividades impressas,  foi o suficiente para contaminação de ao menos 5 pessoas , dentre elas a equipe gestora que fora afastada das atividades. Deste contágio na escola, meu filho se contaminou e  todos da minha casa se contaminaram também, meu quadro evoluiu para pneumonia e ainda estou com desconforto respiratório”, afirma a professora e gestora da Escola Classe Chapadinha,  Jacirene de Oliveira Cardoso. 

“Com as constante demandas da SEEDF que exige trabalho presencial, tivemos que ir à escola por várias vezes. Um dos vigias teve a Covid-19 e a empresa terceirizada não tomou providências nem para nos avisar e nem desinfectar a escola. Quando eu como gestora, soube dessa contaminação, de imediato, solicitei a desinfecção da escola, o que já era tarde demais. Fui infectada, a vice-diretora e nossas famílias. A doença é terrível! Acaba com você e deixa a gente prostrada em uma cama com dores horríveis pelo corpo, na cabeça, e febre alta. Tive a perda do apetite, olfato e paladar. Estou no meu décimo dia de contágio, meu marido no oitavo, sem contar os gastos que são grandes. Os nossos professores(as) estão revoltados porque nem reuniões com os servidores(as) está sendo possível, muito menos acompanhar o Teletrabalho e nossos estudantes, é preocupante todo esse cenário”, afirma a professora Maria Auxiliadora de Sousa Godinho, Diretora CEF/01 Brasília /106 sul.

 

Diante de relatos pessoais, o Sinpro reforça que o retorno das aulas mesmo que paliativos, pode ser um grande risco para professores e comunidade escolar, uma vez que nossas escolas não foram adaptadas  para  receber professores(as) e estudantes. Mesmo que não haja  aglomerações nas escolas, o contágio e a contaminação do novo Coronavírus pode ser possível, levando inclusive ao óbito. 

Destacamos também, que pais, mães e responsáveis por estudantes têm se manifestado  constantemente nas redes sociais do Sinpro-DF sobre esse retorno, dizendo que não é ainda o melhor momento para retorno das aulas presenciais e apoiando os(as) professores(as) e orientadores(as) que têm ponderado sobre o tema na Internet.

Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais também têm se manifestado nas redes. Além disso, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) têm se expressado contra esse retorno e exigido que o Governo do Distrito Federal (GDF) apresente as condições sanitárias e adequadas para assegurar o volta às aulas presenciais.

O Sinpro já realizou duas pesquisas de opinião sobre o tema da pandemia e volta às aulas em maio e, iniciou outra,  para saber “o que você acha sobre a volta às aulas em plena pandemia”. Clique aqui e acesse a nota da pesquisa. O sindicato também tem levado em consideração manifestações, recebidas, diariamente, nas redes sociais também de trabalhadores(as) da educação da carreira de assistência, categoria que também está mobilizada para que não ocorra esse retorno em momento de pandemia global.

 

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