Lançamento do coletivo LGBTQIA+ do Sinpro dia 18

A diretoria colegiada do Sinpro convida toda a categoria para o lançamento do coletivo LGBTQIA+, vinculado à Secretaria de Raça e Sexualidade do sindicato, e aberto à participação de todas, todes e todos. O evento será no próximo dia 18, a partir de 19h, na sede do Sinpro no SIG.

O lançamento terá um debate sobre os desafios atuais para os trabalhadores LGBTQIA+. Para Ana Cristina Machado, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro, será um momento importante para dar os próximos passos: “É necessário refletir, compreender e lutar contra a os mecanismos patriarcais, opressores e contra a manutenção da LGBTQIAfobia em qualquer espaço, no caso do Sinpro, no chão da escola”, afirma ela. “Lutar pelo respeito à diversidade e pelo direito de ser na vida e no trabalho”, completa Ana.

João Macedo, professor e coordenador do Coletivo LGBT da CUT-DF, destaca que, apesar de algumas iniciativas de valorização à diversidade sexual e de gênero, como a aprovação da criminalização da LGBTIfobia em junho de 2019, o Brasil ainda precisa avançar bastante no que diz respeito aos direitos da comunidade LGBTQIA+. “O Sinpro e todas as demais instituições comprometidas com a democracia e com o direito à vida estão na luta para denunciar os atos de preconceito e alcançar o respeito às diferenças”, diz João.

O coletivo LGBTQIA+ do Sinpro tem como objetivo discutir ideias e propor ações sobre a vida da trabalhadora e do trabalhador LGBTQIA+. Ações e ideias que possam assegurar o direito e a dignidade de todes, sem que suas orientações e expressões de ser sejam oprimidas por padrões, sem que sejam arbitrariamente desqualificades como inferiores ou anormais.

Combater a LGBTIfobia

A LGBTIfobia maltrata diariamente trabalhadoras e trabalhadores que são marginalizados, perseguidos e mortos(as) por não terem o direito de ser e estar no mundo de maneira diferente.

No mundo do trabalho, são várias as situações vivenciadas pela comunidade LGBTQIA+. Muitos são os relatos de discriminação em razão da orientação sexual ou identidade de gênero no local de trabalho. E, em algumas situações, é negado um emprego até mesmo a quem tem boas qualificações profissionais.

Já para aquelas ou aqueles que trabalham, as empresas costumam ter uma cultura mais fechada com relação às iniciativas para ascensão, inclusão e desenvolvimento da população LGBTQIA+. Dessa forma, quem consegue um emprego, em sua grande maioria, decide por esconder sua sexualidade de gestores e colegas, por medo de perder o trabalho.

O coletivo LGBTQIA+ do Sinpro surgiu para enfrentar diversas barbáries que as trabalhadoras e trabalhadores LGBTs sofrem em seus locais de trabalho em decorrência de suas orientações. E que todes possamos lutar para o reconhecimento de suas vidas!