CEMAB aprova mais de 30 estudantes no PAS

Mesmo com todos os problemas enfrentados pelas escolas públicas do Distrito Federal, o Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB) de Taguatinga é um exemplo de escola de sucesso. No último vestibular, a escola aprovou mais de trinta estudantes nas mais variadas universidades do país, sejam elas públicas ou privadas.

Segundo Suzane Margarida Martins, diretora do CEMAB, tudo é fruto do cuidado de professores(as) e da direção com o projeto pedagógico oferecido aos(às) estudantes. Um dos projetos desenvolvidos pelo Centro de Ensino é o Aulão-PAS-Enem, quando professores(as) de cursinhos renomados do DF fazem um aulão uma vez por mês, de forma gratuita, sempre aos sábados, reforçando o conteúdo do vestibular. Além disto, a escola dispõe de Laboratório de inglês, que faz um trabalho com aulas de leitura e conversação; e até o ano passado oferecia escola integral em um modelo diferenciado, com aulas de reforço de Matemática, Português, Química, Física, Violão, Teatro, Dança e toda a parte cultural.

“Acredito na escola educação pública. Vim de uma escola pública, meus irmãos também. O que precisamos é de políticas públicas para que elas funcionem ainda melhor. Nem sempre estas políticas são trabalhadas. Mesmo assim o profissional é de total confiança”, ressalta Suzane.

 

Condições socioculturais

Além dos problemas enfrentados pelos estudantes em seu percurso escolar graças a falta de investimento do governo com a escola pública, Suzane Martins afirma que outras condições influenciam no desenvolvimento e nos resultados destes jovens durante sua vida estudantil. As condições familiar e sociocultural em que vivem são dois fatores que influenciam de forma direta e que são inerentes à escola pública.

“O que eles precisam é de apoio, de políticas públicas que realmente surtam efeito e que tenham um processo de início, meio e fim, e que não mude a cada governo”, explica Suzane. A diretora ainda salienta que o projeto que vai dar certo é aquele que será pensado, criado e organizado por pessoas que viveram a realidade da escola pública. “Estas pessoas são os professores que ficaram um bom tempo em sala de aula, que tem conhecimento e experiência de escola, que conheçam o público que ela atende para chegar lá em cima e saber para quem estão fazendo este projeto, quem eu quero atingir e qual a real necessidade dele.

A diretora finaliza dizendo que este olhar é além do pensar pedagógico, uma vez que é preciso pensar na realidade de um estudante que não tem dinheiro para pagar a passagem, que não comeu, de ter passado a noite com o pai bêbado em casa, de ter a necessidade de ajudar a mãe. “O dia que isto acontecer nós teremos um grande avanço. Além de investimento na escola pública, fato necessário e urgente, o que falta também é incentivo, amor e de um olhar diferenciado para com este estudante”.

Confira a lista com os aprovados:

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