CED Gisno é a nona escola ocupada por estudantes no DF; movimento deve crescer

Desde segunda-feira (24), o CED Gisno, na Asa Norte, é a nona escola ocupada pelos próprios estudantes no DF. Além dela, CEM Setor Oeste (Asa Sul), CEM 304 Samambaia, CED 01 Planaltina e os IFBs da Cidade Estrutural, Planaltina, Riacho Fundo, Samambaia e São Sebastião também foram ocupados.
No Gisno, a ocupação ao menos nesta semana, está tendo um pouco diferente. Com a proximidade do Enem e do PAS, em reunião entre alunos (as), Secretaria de Educação e professores(as), ficou acordado que as aulas prosseguem até o final de semana, mas não com a carga horária completa. Ela começa às 7h30, é interrompida por 2h, com atividades relativas à ocupação e retomadas em seguida.
“A ocupação ainda está em marcha lenta, mas a partir da próxima semana, terá força total e vai crescer bastante. Atualmente, entre 30 e 40 alunos dormem na escola.  Temos o apoio dos professores. Agora é momento de organizar as atividades durante a ocupação para todos os estudantes que estão vindo pra escola. Estamos esclarecendo a eles as razões da ocupação e promoveremos atividades culturais, além dos aulões com professores da UnB”, relata Felipe Luan Santos Machado, estudante do 1° ano da escola. Os(as) alunos(as) carecem de itens para a segurança, como cadeados e correntes, além de alimentos.
De acordo com o estudante, as razões para a ocupação são “a PEC 241, a MP 746 (que reforma o ensino médio, sem o debate com a comunidade escolar) e também cobramos melhorias para a escola”. Felipe reforça que agora é momento de esclarecer essas questões para os alunos, de “apresentar quais são as perspectivas caso estes projetos, que prejudicam a educação, sejam implementados”, aponta.
Carlos Gomes, professor de filosofia da escola, aplaude a iniciativa dos estudantes. “Sou um professor oriundo do movimento estudantil e como tal, não poderia dar apoio aos estudantes por despertarem esta consciência política, ainda mais aqui na escola, onde já há alguns anos os estudantes não paravam para reivindicar os seus direitos”, salienta.

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