Categoria docente tem os piores salários do serviço público do Brasil

Um levantamento realizado pelos jornais Zero Hora e G1 em maio deste ano revelou que a categoria mais desvalorizada dos serviços públicos federal, estadual e municipal é a docente. O resultado das pesquisas executadas pelos dois veículos mostram também que a Educação não deveria sofrer nenhum tipo de contingenciamento em nenhuma unidade da Federação e nem tampouco em nenhuma esfera do serviços públicos porque tanto o custeio como a sua Folha de Pagamentos são os menores do Estado brasileiro e, a categoria, a mais sacrificada do país.
O jornal Zero Hora mostrou que professores e professoras do Rio Grande do Sul são os (as) que têm o vencimento básico inicial mais baixo do país, equivalente a R$ 1,2 mil, sem contar com os adicionais ou complementos. Na reportagem assinada pela jornalista Juliana Bublitz e publicada no dia 23 de maio, a jornalista afirma que chegou a essa conclusão após “levantamento feito junto às Secretarias de Educação de todas as unidades da Federação”.
O G1, por sua vez, afirma que o (a) professor (a) estadual com licenciatura ganha em média R$ 16,95 por hora e que o menor vencimento está em Santa Catarina. O G1 comparou os salários das redes estaduais do Brasil e afirma que o maior salário é o de Mato Grosso do Sul. “Os professores das redes estaduais e do Distrito Federal ganham R$ 16,95 a cada 60 minutos que passam dentro da sala de aula com os estudantes, ou fora dela, preparando atividades, provas e relatórios”, diz o jornal.
O jornal da Globo diz ainda que “o valor médio da hora nacional faz parte de um levantamento feito pelas equipes de reportagem do G1 em todo o país, junto aos governos estaduais e sindicatos, entre abril e junho deste ano. Considerando a carga horária de 40 horas semanais de trabalho, o salário-base médio é de R$ 2.711,48 para professores com diploma de licenciatura no início da carreira. E afirma que, em média, o (a) professor (a) da rede pública estadual formado (a) em licenciatura (com diploma do ensino superior), recebe 57% do salário mediano dos trabalhadores brasileiros com formação equivalente.
Segundo uma comparação feita pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre) com base em dados de 2013, e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada, o salário médio de trabalhadores com diploma de nível superior foi de R$ 4.726,21.
O Zero Hora desenhou o mapa do piso com o qual o veículo afirmou que se baseou em informações das Secretarias de Educação dos estados, que informaram valores básicos pagos aos professores em início de carreira para uma jornada semanal de 40 horas. E explicou que, “nos casos em que a jornada era inferior, o ZH calculou o valor proporcional a 40 horas a fim de estabelecer um padrão de comparação. Em algumas unidades da Federação, os valores referem-se a professores (as) com nível médio e, em outros, com graduação. Há estados que estão extinguindo do quadro o profissional sem ensino superior.
E mesmo em se levando em consideração essas observações, o Zero Hora afirma que o Rio Grande do Sul é o que aparece na lanterna. Para piorar, integra o trio que, segundo os dados oficiais, descumpre a Lei do Piso – número questionado pela secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli.
“O que vemos, na prática, são formas deturpadas de cumprir a lei. Os Estados dão o reajuste anual para os níveis iniciais para dizer que pagam o piso, mas não contemplam os demais níveis. Isso, para nós, não conta”, afirma Marta.
Confira nos links a seguir o resultado dos dois levantamentos. Nos dois links há também infográficos com os valores dos salários pagos em todos os estados:
Professor estadual com licenciatura ganha em média R$ 16,95 por hora
Professores do Rio Grande do Sul têm o vencimento básico mais baixo do país

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