CARTA PÚBLICA | Tsunami da educação volta a Brasília para devastar políticas antipovo de Bolsonaro

Se os oito meses do governo Jair Bolsonaro foram marcados por uma avalanche de ataques aos direitos e conquistas do povo, o período também vem sendo palco de manifestações gigantes em defesa da educação, das aposentadorias, da democracia, da liberdade. Foi assim nos dias 15 e 30 de maio, no dia 14 de junho e no dia 12 de julho. Agora, no dia 13 de agosto, faremos um novo “tsunami” com a Paralisação Nacional em Defesa da Educação e da Aposentadoria.

Acesse Carta Pública aqui

Educadores, estudantes e a sociedade de forma geral voltarão às ruas de Brasília para, mais uma vez DIZER NÃO aos cortes orçamentários na Educação e à reforma da Previdência. Em março deste ano, o governo anunciou corte de R$ 5,8 bilhões nas verbas destinadas às universidades públicas e a programas de fomento à pesquisa. De acordo com Bolsonaro e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, os recursos seriam aplicados na educação básica. Mas o governo antipovo não só deixou de investir na educação básica como “esvaziou” ações voltadas para este setor, comprometendo a construção de creches, alfabetização e programas de educação em tempo integral.

Paralelo a isso, o governo Bolsonaro prometeu R$ 40 milhões para cada deputado que votasse favorável à reforma da Previdência que aumenta a idade e o tempo de contribuição para se aposentar, reduz o benefício a partir do cálculo feito pela média de todos os salários (antes, eram excluídas 20% das menores contribuições) e eleva alíquotas de contribuição, prejudicando principalmente os mais vulneráveis socialmente. Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, em julho, quanto o texto da reforma da Previdência foi aprovado em primeiro turno, o governo liberou R$ 3 bilhões em emendas parlamentares. No último dia 6 de agosto, Bolsonaro mandou para o Congresso projeto que libera crédito extra de pouco mais de R$ 3 bilhões para emendas parlamentares.

Além de desidratar a educação pública e de qualidade e inviabilizar a aposentadoria do povo brasileiro, o governo Bolsonaro vem implementando uma série de medidas antipovo que resultam no aumento do desemprego, da desigualdade social, da concentração de renda e na ausência de um Estado soberano. Contra todas as cercas que separam o povo brasileiro da democracia e da liberdade, estaremos nas ruas no dia 13 de agosto, em uma grande aula pública, em plena Esplanada dos Ministérios.

Marcha das Margaridas em Brasília

No dia 14 de agosto, um dia após a Paralisação Nacional em Defesa da Educação e da Aposentadoria, trabalhadoras do campo, da floresta e das águas também irão às ruas. Elas, que virão a Brasília para a Marcha das Margaridas, são um dos principais alvos do governo fascista, machista, misógino, homofóbico e racista vigente hoje no Brasil.

Nesta 6ª edição, a Marcha das Margaridas traz como lema: “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”, uma pauta que só será possível de ser implementada em um país com educação pública de qualidade, que forme cidadãs e cidadãos conscientes e com pensamento crítico.

As Margaridas ficarão acampadas no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade nos dias 13 e 14 de agosto. No primeiro dia, serão realizadas atividades de caráter formativo e realizado o ato de abertura da Marcha, que acontece dia 14, na Esplanada dos Ministérios (saída do Pavilhão, às 7h). Participe!

Central Única dos Trabalhadores – CUT
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE
União Nacional dos Estudantes – UNE

Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico – Fenet
Frente Brasil Popular
Frente Povo Sem Medo
Marcha das Margaridas
Sindicato dos Professores do Distrito Federal – Sinpro/DF
Associação dos Docentes da Universidade de Brasília – ADUnB
Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Publicas no DF – SAE/DF 
Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília – Sintfub
Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – Sinasefe
Sindicato do Professores das Entidades de Ensino Particulares do Distrito Federal – Sinproep/DF

 

https://www.cnte.org.br/index.php/menu/comunicacao/posts/noticias/72144-mapa-dos-atos-da-paralisacao-nacional-13-de-agosto

Skip to content