Capital federal alcança a triste marca de 10 mil mortos por Covid-19

O Distrito Federal alcançou, neste fim de semana, uma marca triste e que não traz motivo algum de orgulho: 10 mil mortes em decorrência da Covid-19. Segundo dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do DF, até o último sábado (28) a pandemia do novo Coronavírus havia matado 10.007 mil pessoas e infectado 468.264 mil desde o início da pandemia, há um ano e cinco meses.

A triste marca é resultado de uma política de saúde totalmente deficitária implantada pelo Governo do Distrito Federal, que a exemplo do governo federal não deu atenção à gravidade da pandemia e demorou muito até o início da vacinação da população. Como resultado, a capital federal figura entre os entes da federação com o maior índice de óbitos em decorrência da Covid.

Se fôssemos fazer uma comparação, o DF estaria à frente de alguns países com uma população bem maior, mas com o índice de mortes pelo Coronavírus inferior. Outro dado interessante e que serve como termômetro para fazer uma comparação é o número de vítimas do trânsito. Dados divulgados pelo Detran-DF mostram que de 2000 a 2020, quase oito mil pessoas morreram em acidentes de trânsito na capital do país, número bem próximo às vítimas da Covid em menos de dois anos.    

Desde o início da pandemia o Sinpro-DF reafirmou diariamente sua luta pela vacina e por cuidados com a vida da população. A atenção com o distanciamento social, o direito de permanecer em casa como forma de baixar a curva de mortes e infectados, e a criação de políticas públicas para o combate à Covid-19 sempre foram bandeiras de luta do sindicato que, infelizmente, não foram ouvidas e respeitadas. Apesar do Distrito Federal estar vacinando adolescentes de 17 anos, a imunização demorou muito até começar, fato que agravou a situação para muitas pessoas.  

Não bastassem as vidas perdidas e tudo que poderia ter sido feito caso os governos locais e federal tivessem tomado atitude no momento certo, mesmo diante de uma marca tão triste e negativa, o GDF se mostra indiferente à situação, uma vez que até o momento não se pronunciou a respeito.

O Sinpro defende uma educação pública de qualidade, mas, também, defendemos o respeito à vida. É diante disto que sempre lutamos pela vacinação de todos e todas.

 
 

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