Campanha do Sinpro aborda a falta de orientador educacional nas escolas do DF

O(a) orientador(a) educacional tem um importante papel dentro da escola. Além de ser um dos membros da equipe escolar, ao lado do(a) diretor(a) e do(a) coordenador(a) pedagógico(a), é o principal responsável pelo desenvolvimento pessoal de cada estudante, dando suporte à sua formação como cidadão, à reflexão sobre valores morais e éticos e à resolução de conflitos. Mesmo diante disto o Governo do Distrito Federal não nomeia os concursados e ainda não valoriza o profissional enquanto integrante da carreira do magistério público. O descaso do GDF é notório, uma vez que mais de 200 escolas não tem nenhum orientador.
Dando continuidade à luta por uma educação pública de qualidade e pelo respeito ao magistério, o Sinpro lança a campanha: Minha escola não tem orientador(a) educacional. E agora, Rodrigo? Além de mostrar à sociedade a carência de orientadores(as) na rede pública de ensino, a campanha tem o objetivo de denunciar, mais uma vez, a manobra do GDF em não nomear os orientadores aprovados no último concurso público (2014). 1.013 profissionais da área ainda aguardam a nomeação.
Com o objetivo de traçar as escolas da rede pública que não têm orientador educacional, o sindicato solicita que os(as) professores(as) e os(as) orientadores(as) identifiquem as escolas que não têm este profissional.
   
 
Orientadores efetivos entram na luta
Em 2008 mais de 300 orientadores educacionais foram nomeados após insistentes cobranças dos orientadores efetivos, que apontavam a necessidade de mais profissionais nas escolas públicas. Durante a manhã desta sexta-feira (09) o Sinpro se reuniu com os orientadores de Ceilândia para debater a carência de profissionais na rede. A reunião acontecerá em outras regionais e a luta dos efetivos será fundamental para a nomeação de todos os concursados.
Segundo o diretor do Sinpro Luciano Matos, a falta de orientador na rede provoca uma precarização do serviço público, tendo em vista que a demanda pela atuação deste profissional junto aos estudantes, professores e comunidade tem aumentado a cada ano. “Embora o governo tenha nomeado 40 profissionais no dia 06 de março, alguns não tomaram posse, pois já haviam passado em outros concursos, mantendo a carência na rede. Mesmo com estas nomeações, o governo ainda não cumpriu o edital, que era de convocar 50 orientadores. A nomeação de todos os profissionais aprovados no último concurso público contribuiria por uma educação pública de qualidade, haja vista que o orientador trabalha com todos os segmentos da escola e da comunidade, diminuindo conflitos e problemas existentes no ambiente escolar”, finaliza o diretor.

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