Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da AL é tema de curso de formação gratuito

O Coletivo Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da América Latina realizará de junho a dezembro curso virtual de formação continuada homônimo. A atividade abordará de forma transversal as questões do bem viver e direitos da natureza aliadas a temas relativos a etnias, gênero, raça e sexualidade. Os debates serão realizados todas as terças-feiras, das 18h30 às 20h30, com aulas síncronas. As inscrições começam nesta sexta-feira (11/6) e vão até dia 13 de julho. Para participar, basta acessar o link https://sistema.anpae.org.br/login , realizar o cadastro e seguir com a inscrição. O curso é gratuito e aberto a toda sociedade.

O curso Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da América Latina é dividido em seis unidades. A unidade I inicia no dia 22 de junho, antes mesmo do prazo final para as inscrições. Já a unidade VII, a última do curso, finaliza no dia 14 de dezembro. Entre os temas a serem abordados, estão alfabetização e letramentos sob a perspectiva indígena; educação e pobreza e etnomatemática. As formações serão realizadas por professoras/es, gestoras/es, especialistas, mestres e doutores.

Segundo a professora do Coletivo/grupo de estudos Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da América Latina Marta Lobo, a pandemia da covid-19 escancarou a ausência da formação sobre temas urgentes para a construção de uma sociedade que saiba viver e conviver em equilíbrio consigo, com os outros e com a natureza, sem desqualificar conhecimentos de povos tradicionais.

“É flagrante a ausência de políticas públicas que tratem sobre o racismo, o machismo, a homofobia, o etnicismo, memoricídio, e a gigantesca questão dos direitos da natureza, principalmente no atual governo federal. Percebemos que muitos profissionais de educação desconhecem essas temáticas. E a pandemia da covid-19 somada às políticas do governo federal, de governos estaduais, do DF e municipais, mostram a necessidade de formação dos profissionais da Educação, inclusive como forma de se construir um futuro diferente, mais justo equânime”, afirma Marta Lobo. Segundo ela, a ideia original era ter como público-alvo professoras/es e gestoras/es, mas “é essencial que a apropriação desses temas seja de toda a sociedade”.

Marta Lobo, que é professora substituta em regime de contrato temporário, mestre e doutora, explica que essa é uma versão reduzida do curso Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da América Latina. Isso porque “há uma urgência de dar esse grito”. “Continuamos nos deparando com os mesmos graves problemas do ano passado diante da pandemia da covid-19. E temos que, de uma vez por todas, mudar esse cenário. Isso é urgente”, explica.