A paz nas escolas começa em cada um de nós: campanha “Saber amar é saber respeitar”

O ano de 2018 se inicia e junto com ele novos horizontes para as nossas lutas em favor da educação pública de qualidade no país. Que este recomeço seja de coragem e esperança, para seguirmos juntos na resistência contra as políticas que atentem contra professores(as), orientadores(as) educacionais, aposentados(as), estudantes e o povo brasileiro.
Ao conviver com a realidade das crianças brasileiras, os profissionais da educação defendem a escola pública democrática e de qualidade e o protagonismo dos atores no ambiente escolar, em espaço de cidadania, ética e transformação social.
A escola é local de aprendizado e de vivência das primeiras noções de cidadania de crianças e jovens, e reflete o ambiente mais amplo no qual está inserida. E ela pode e deve ser instrumento facilitador para as mudanças necessárias às realidades de violência impostas à sociedade, que abrangem as dimensões relacionais, físicas e simbólicas. Fazem parte desse universo, assim, o bullying (verbal, físico, material, psicológico e moral), preconceitos, agressões, desrespeito, abuso, assédio, dentre outros.
Assim, em sintonia com os princípios institucionais, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lança a campanha “Saber amar é saber respeitar”, em favor do combate à violência na escola. O objetivo é trabalhar valores que inspirem o espaço e as práticas escolares, de forma a favorecer a convivência, o respeito, a inclusão das diferenças, a paz e a solidariedade.
As ações da campanha focam a prevenção da violência; a atuação em situações imediatas, como identificação de casos e o encaminhamento a cuidados médicos ou serviços de emergência; além de divulgação de projetos contínuos para a redução de atos violentos.
>>> Clique aqui e conheça a campanha “Saber amar é saber respeitar” e os respectivos materiais educativos.
Por que criar uma campanha permanente de combate à violência nas escolas?
A iniciativa surge em momento de cenário alarmante no país, com registros de agressões entre estudantes, educadores e familiares. Mais de 22,6 mil professores foram ameaçados por alunos e mais de 4,7 mil sofreram atentados à vida nas escolas em que lecionam. Os dados são do questionário da Prova Brasil 2015, aplicado a diretores, alunos e professores 5º e do 9º anos do ensino fundamental de todo o país.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a violência como o uso de força física ou poder, em ameaça ou na prática, contra si próprio, outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade que resulte ou possa resultar em sofrimento, morte, dano psicológico, desenvolvimento prejudicado ou privação.
A violência verbal ou física atingiu 42% dos alunos da rede pública em 2015. É o que revela uma pesquisa realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), em parceria com o Ministério da Educação e a Organização dos Estados Interamericanos (OEI). A pesquisa ouviu 6.709 estudantes, de 12 a 29 anos, em sete capitais brasileiras: Maceió, Fortaleza, Vitória, Salvador, São Luís, Belém e Belo Horizonte.
>>> Clique aqui e conheça a campanha “Saber amar é saber respeitar” e os respectivos materiais educativos.
 

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