Intransigência do GDF em não se reunir com o Sinpro gera clima de incerteza e transtornos para a categoria

Há menos de quatro dias para as eleições que definirão o futuro do Distrito Federal, o governo de Celina Leão mostra, mais uma vez, o total descaso e desrespeito com a educação pública e seus profissionais. Nas últimas duas semanas o Sinpro tem tentado se reunir com a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) para dar continuidade às negociações, mas a pasta ignora totalmente os pedidos, mostrando a falta de respeito e comprometimento com os professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais da rede pública de ensino.

Uma das maiores preocupações com a ausência de diálogo do governo Celina Leão é com relação ao Remanejamento. Em mais de 40 anos de magistério público, o Concurso de Remanejamento deixou de ser realizado em apenas duas ocasiões: em 1999, no governo de Joaquim Roriz, e em 2007, sob a gestão de José Roberto Arruda. Em ambos os casos, a interrupção gerou caos e preocupação na categoria. Tudo indica que Celina Leão pretende seguir o mesmo caminho, tendo em vista que o processo requer tempo e já deveria estar em andamento.

A falta de interlocução e o esvaziamento das mesas de negociação por parte do GDF com o Sinpro instalaram um clima de profunda ansiedade entre os profissionais da educação. Com pautas cruciais travadas, o magistério público apresenta dificuldades em obter respostas concretas sobre diretrizes de trabalho, o que reverbera em problemas estruturais no cotidiano das unidades de ensino.

O cenário de incerteza impacta diretamente a rotina escolar. Direções pedagógicas e equipes docentes enfrentam entraves significativos para dar andamento à organização de demandas logísticas urgentes.

 

Descaso do governo  

Sem reuniões com a SEEDF e o diálogo necessário para o debate de pautas importantes, pontos cruciais para a educação pública ficam em aberto. Dentre alguns exemplos temos a indefinição do Calendário 2027; o Concurso de Remanejamento; e o EducaDF, que mais uma vez mostra que não está adaptado à realidade do Distrito Federal.

Enquanto isto o planejamento escolar vem sendo tratorado pelo GDF sem o devido diálogo com a categoria, sem contar com outras pautas que estavam em debate na mesa de negociação e foram interrompidas diante da inércia da SEEDF.

É importante salientar que dos candidatos e candidatas ao GDF, Celina Leão foi uma das que não marcaram agenda para receber a pauta de reivindicações da categoria; se recusou a ir ao debate promovido pelo Sinpro; e tem esvaziado as mesas de negociação com o sindicato. A entidade ainda lembra que o acordo firmado na greve previa uma mesa permanente de negociação com a participação das secretarias de Educação, Economia e da Casa Civil, fato que não vem acontecendo e tem prejudicado o andamento de várias pautas. “Além do mais, o governo Celina não conseguiu resolver problemas, como é o caso do EducaDF, situação que além de prejudicar a categoria do ponto de vista da saúde, também gera preocupação com relação aos estudantes da rede pública que recebem o ‘Pé de Meia’ e outros programas sociais, e precisam atestar a frequência”, sinaliza o diretor do Sinpro Cléber Soares.

O Sinpro repudia a falta de respeito e comprometimento do governo de Celina Leão com os educadores e exige a retomada imediata dos canais oficiais de diálogo. “O descaso do GDF com a categoria tem prejudicado a educação pública. Sem reuniões periódicas, não podemos sanar as dúvidas diárias dos educadores nem repassar informações oficiais, o que gera um clima de incerteza e ansiedade. Exigimos a retomada imediata dos canais oficiais de diálogo e o respeito aos professores e orientadores educacionais”, ressalta a diretora do Sinpro, Márcia Gilda.