Democracia: na urna, você escolhe quem definirá direitos, educação pública e soberania do país

As eleições de 2026 ocorrem em um momento decisivo para o Brasil. Está em jogo o projeto que definirá os rumos do país, os direitos da população, as políticas públicas e a capacidade do Brasil de decidir soberanamente o seu próprio futuro. O Sinpro alerta para a importância de compreender a dimensão do voto que, embora seja um ato individual do eleitor na urna, ele produz consequências coletivas.

As decisões dos políticos eleitos interferem em salários, direitos trabalhistas, aposentadorias, emprego, educação, saúde, serviços públicos, orçamento, segurança, meio ambiente, assistência social e tudo relacionado à vida das pessoas. E, principalmente, definem se seremos ou não uma nação soberana. Por isso, a Constituição Federal <Constituição Federal — Planalto · Guia do Voto Consciente — TSE · Representação política e participação — SciELO estabelece que todo poder emana do povo. A democracia pressupõe que a eleitora e o eleitor tenham informações corretas sobre as propostas das candidaturas e participação. É aí que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o Guia do Voto Consciente orienta o eleitorado a conhecer as atribuições dos cargos e o histórico das candidaturas antes de votar.

“O voto não é apenas uma escolha individual. É uma decisão sobre quem ocupará espaços de poder e quais interesses e projetos irá defender, como irá influenciar leis, políticas públicas e as condições de vida da população. Por isso, votar conscientemente significa avaliar o histórico, os compromissos e o projeto de quem se apresenta para representar a sociedade, especialmente sua posição diante dos direitos sociais, do trabalho e da própria democracia”, alerta a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

Voto em quem defende a educação pública

A discussão sobre democracia, eleição e voto apresenta uma questão concreta para trabalhadores e trabalhadoras da educação: que projeto será defendido para a escola pública? A resposta do Sinpro está na campanha “Voto em quem defende a educação pública”, lançada para as eleições de 2026, que busca incentivar a categoria e a sociedade a analisar as propostas das candidaturas para a educação e seus compromissos com a escola pública e as reivindicações dos profissionais do Magistério.

A campanha alerta para projetos que o sindicato identifica como privatizantes ou terceirizantes, além de iniciativas como homeschooling, vouchers e propostas que podem restringir a liberdade e a atuação dos profissionais da educação, em contraste com propostas de valorização da escola pública, da carreira, da remuneração e das condições de trabalho. Confira na matéria “Sinpro lança campanha por voto em quem defende a educação pública”.

A diretora do Sinpro, Ana Bonina, informa que a campanha “Vote pela Educação” dá continuidade à atuação permanente do sindicato em defesa das reivindicações da categoria. “Essas reivindicações são discutidas cotidianamente nas visitas às escolas, nos fóruns de debate e decisão do Sinpro e nos materiais produzidos pela nossa imprensa. Em época das eleições, nós apenas continuamos desenvolvendo essa ação, entendendo que é um momento privilegiado para eleger representantes comprometidos com nossas reivindicações”, aponta.

O Sinpro destaca ainda que a escolha eleitoral não termina na urna. Antes e depois das eleições, é preciso conhecer os projetos, acompanhar os representantes, cobrar compromissos e defender políticas públicas. Nas eleições de 2026, o sindicato convida a categoria a considerar a educação pública, os direitos sociais, a democracia e a soberania na avaliação das candidaturas.

Confira a campanha “Voto em quem defende a educação pública” nas redes sociais:

 


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Eleições 2026 e os projetos em disputa

O Sinpro observa que democracia e direitos sociais estão diretamente relacionados. Governos e parlamentos podem ampliar ou restringir direitos e políticas públicas e alterar a participação do Estado em sua garantia. “Um projeto eleitoral pode fortalecer a democracia ou enfraquecê-la. Pode ampliar direitos ou restringi-los. Pode fortalecer instituições públicas ou estimular sua destruição. Por isso, a escolha eleitoral precisa considerar mais do que slogans, carisma ou propaganda. É preciso olhar para o histórico, os compromissos, os aliados, os interesses que cada candidatura representa e, sobretudo, para o projeto de país que está por trás de cada candidatura”, observa o diretor do Sinpro Cleber Soares.

Essa análise mostra que as eleições envolvem valores, direitos e a capacidade de o país decidir seus próprios rumos. No artigo “Culturas e eleições de 2026”, o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Antonio Albino Canelas Rubim, destaca a disputa de valores, comportamentos e concepções de mundo. A secretária-adjunta de Relações Internacionais do PT, Misiara Oliveira, no artigo “O PT, a defesa da democracia e de uma outra ordem mundial”, relaciona a crise democrática à desigualdade, ao desemprego, à precarização do trabalho, ao enfraquecimento de políticas públicas, à desinformação e à intolerância.

Já o jornalista, analista e consultor político, Antônio Augusto de Queiroz, no artigo “A estratégia de Trump para condicionar a relação Estados Unidos-Brasil à derrota da esquerda”, acrescenta a dimensão da soberania, que é a capacidade de o povo decidir, por meio das instituições democráticas, quem governa e quais caminhos o país seguirá. Os três textos mostram que a disputa eleitoral ultrapassa as instituições e envolve o próprio modelo de sociedade.

Votar estabelece uma relação de representação que precisa ser acompanhada, enquanto eleições também envolvem disputas culturais e a capacidade de uma nação decidir seus próprios caminhos. Por isso, a classe trabalhadora não pode abrir mão dos espaços de poder e precisa defender direitos. “Defender a democracia significa mais do que preservar eleições e instituições. Significa construir uma cultura democrática baseada na pluralidade, na participação e na convivência entre diferentes. Para a classe trabalhadora, a democracia precisa também criar condições para que trabalhadores tenham voz, organização e capacidade de influenciar as decisões que determinam sua própria existência”, afirma a diretora do Sinpro Lúcia Brandão.