11º CTE: O papel da comunicação no processo democrático

Na primeira mesa da tarde dessa sexta-feira (17) o jornalista, sociólogo e escritor Laurindo Lalo, e o doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, João Brant, falaram sobre Democratização dos meios de comunicação: o papel da comunicação de massa na consolidação da hegemonia do pensamento único conservador. A temática ganha grande importância devido ao poder dos grandes meios de comunicação como manipuladores da chamada opinião pública, e sua influência nos valores políticos, morais e econômicos da sociedade brasileira. A análise da internet, das novas mídias e de suas influências no convívio social e político atual são fundamentais na busca por alternativas para construir uma comunicação democrática e de acesso a todos.
“O acesso da população a todos os meios de comunicação é fundamental para que a informação seja difundida nos mais variados segmentos da sociedade. O fato da grande imprensa estar nas mãos de poucas famílias e da informação ser totalmente tendenciosa prejudica de forma considerável a democracia e todos os seus processos. Sem a difusão de ideias é impossível ter democracia. É importante a população ter acesso às ideias, teses e opiniões para que ela possa formular e definir suas posições, como seus posicionamentos eleitorais”, ressalta Laurindo Lalo, complementando que “precisamos ter vários meios de comunicação para que a informação possa ser plural e não restrito a poucos espaços”.
Já João Brant ressaltou que comunicação e democracia devem ser tratadas como “irmãs siamesas”. “Se as diferentes visões e pontos de vista não circulam, a sociedade não tem como formar sua visão democrática. No Brasil, a mídia tem apenas um lado, apenas uma visão e é extremamente prejudicial para o pluralismo e para a diversidade de ideias. Precisamos superar essa situação e é urgente a necessidade de novas regras para a mídia brasileira”, finaliza o cientista político.
 
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