Por administrador em 29/out/2014

Reforma política: Dilma admite referendo, mas não descarta plebiscito



A presidenta Dilma Rousseff falou, nesta terça-feira (28), sobre a consulta popular a ser feita para decidir sobre uma futura reforma política no país. “Acho que não interessa muito se é referendo ou plebiscito. Pode ser uma coisa ou outra”, afirmou em entrevista ao telejornal SBT Brasil. Embora Dilma tenha proposto inicialmente um plebiscito, a convocação é prerrogativa do Congresso Nacional.

Entenda a diferença entre as duas modalidades:

Plebiscito: Os eleitores são consultados sobre cada um dos pontos do tema em discussão (no caso, a reforma política) e responderão “sim” ou “não” a uma série de perguntas. Baseados nesse resultado, os parlamentares elaboram a lei.

Referendo: O Congresso discute, vota e aprova uma lei e só depois os cidadãos são convocados para dizer se são contra ou a favor da nova legislação. Um exemplo de referendo foi em 2005, quando a população opinou sobre o Estatuto do Desarmamento, que proibia a venda de armas e munições.

Indagada se poderia chamar os ex-candidatos à presidência Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) para discutir o assunto, a presidenta não descartou a possibilidade. Na entrevista, Dilma ainda defendeu a investigação sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras, inclusive com eventual instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso.

Porém, criticou vazamentos de informações motivadas por interesses políticos. “Fui vítima de um vazamento seletivo estranhíssimo porque a acusação não é feita, e a prova não é mostrada”, em referência à matéria da revista Veja que insinuava envolvimento dela e o do ex-presidente Lula no caso.

(Da Revista Forum)

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