Por administrador em 01/nov/2013

Projeto prevê limite de peso da mochila dos estudantes



Alunos só poderão levar material equivalente a 15% do peso corporal.
Excesso de peso nas costas pode gerar problemas de saúde para jovens.

Um projeto no Congresso tem chamado a atenção em Brasília. Os parlamentares querem limitar o peso da mochila dos estudantes.

As escolas terão que providenciar armários para que os alunos possam guardar livros, cadernos – sem ter que carregá-los todos os dias nas costas.

Pelo projeto, os alunos só vão poder levar nas mochilas o equivalente a 15% do peso corporal.

Livros, cadernos, agenda… É tanto material para levar para a escola que, aos oito anos, Ísis já reclama de dores por causa da mochila. “Eu senti uma dor nas costas e era muito pesado”, diz a menina.

O excesso de peso nas costas pode gerar problemas de saúde para jovens numa fase em que a coluna ainda está em formação.

“A gente vê isso na fase de adolescência, depois dos 14, 15 anos de idade, pessoas com problemas posturais graves”, afirma o ortopedista Julian Machado.

O Congresso quer limitar a quantidade de material escolar que os estudantes carregam. Um projeto de lei determina que o aluno não poderá levar carga superior a 15% do próprio peso em bolsas ou mochilas. E segundo a relatora, a escola vai ter que oferecer um espaço para o aluno guardar os livros.

“Ela deverá disponibilizar armários para que os alunos possam levar parte do seu material didático. Porque dessa forma ele não vai ter prejuízo no seu processo de ensino à aprendizagem”, explica a senadora Angela Portela (PT-RR), relatora do projeto.

Pela proposta, uma aluna como a Nicole, que tem 12 anos e pesa um pouquinho mais do que 42 kg, poderia levar na mochila uns 6 kg. Numa quinta feira, ela tem aula de ciências, português, matemática, gramática. Tudo na balança indica 7 kg. “Ah, eu levo a mochila de rodinhas mesmo”, diz Nicole.

O pai da Nicole, que é da Confederação Nacional das Associações de Pais e Alunos, também acha que é peso demais. Mas ele aponta falhas na proposta.

“Uma das fragilidades da lei é essa questão da aferição do peso do aluno e do conteúdo que está sendo levado. Quem é que vai fiscalizar isso? Quem é que vai ser punido? A escola?”, questiona Luis Cláudio Megiorin, coordenador da Confenap.

Mas o detalhe é que o objetivo não é punir. O projeto prevê campanhas educativas para que pais, alunos e escolas aprendam a calcular o peso adequado. No caso de alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, os pais deverão assinar um documento com essa informação.

Fonte: Bom Dia Brasil

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