Por administrador em 27/set/2011

Professoras(es) readaptadas(os) lotam auditório da Imprensa Nacional



Mais de 350 professoras(es) readaptadas(os) e representantes de direções das escolas passaram a manhã desta terça-feira (27), no Auditório da Imprensa Nacional, reunidos com a diretoria do Sinpro-DF para discutir a readaptação, a saúde no trabalho e seus direitos trabalhistas. No encontro, organizado pela Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sindicato, foram levantadas questões que serão mais aprofundadas em um seminário específico, que o Sinpro-DF pretende realizar ainda neste ano. Segundo a diretora Gilza Camilo, a intenção do Sindicato com esses eventos é a de buscar a construção de uma política pública que abranja não só professoras(es) readaptadas(os) e as(os) que estão doentes, mas principalmente que promova um trabalho preventivo para toda a categoria, nos moldes defendidos pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Desde o início deste ano o Sinpro-DF vem negociando com o GDF a pauta de reivindicações da categoria, onde estão inseridas questões específicas dos readaptados. “Durante essas negociações alguns avanços foram garantidos como a coordenação externa do professor readaptado e a sua participação na coordenação coletiva, mas temos muito ainda o que avançar”, disse Gilza.

Ela explicou que no último dia 14 a Comissão de Negociação do GDF e do Sinpro-DF, além de diretores da Secretaria para Assuntos da Saúde do Trabalhador, se reuniram na Subsecretaria de Gestão dos Profissionais de Educação (Sugepe) para iniciar um diálogo, visando ações de valorização para estes(as) professores(as). Na ocasião a diretoria entregou à subsecretária Patrícia Lacerda um documento com os principais problemas enfrentados por este grupo de professores, além de algumas sugestões.

O corte de gratificações, desconto de valores recebidos após a readaptação, demora na efetivação do PRF à readaptação, discriminação, assédio moral e a falta de condições para que estes professores trabalhem em funções condizentes com suas limitações físicas são apenas algumas das dificuldades que estes professores passam.

“Ficou decidido na reunião com a Sugepe que vamos formar um grupo de estudo para tratar especificamente dos readaptados, com participação paritária”, disse a diretora. A ideia do Sinpro-DF, segundo ela, é a de que esse grupo atue como uma comissão de caráter permanente e dela participem não só a DSO, o Sindicato e a Secretaria de Educação, mas também professores readaptados. Para Gilza Camilo ainda há muito a se fazer, como por exemplo, humanizar o atendimento na DSO, fazer com que a DRE tenha uma pessoa específica não só para receber, mas, principalmente, para acompanhar os readaptados.

No encontro desta terça-feira, as(os) professoras(os) tiveram a oportunidade de ouvir a opinião de especialistas sobre as diversas situações enfrentadas na readaptação. A mestre em psicologia e professora Thiele da Costa Muller Castro falou sobre o tema “Dinâmica de Prazer e Sofrimento no Trabalho”; já Rosana Carneiro Ferreira Medeiros, mestre em Educação e Ecologia Humana e professora licenciada em História, ministrou palestra sobre a “Readaptação Funcional: limites e perspectivas para a Carreira Magistério”; e, por fim, o advogado do Sinpro-DF Victor Mendonça Neiva, especialista na área de Saúde, discorreu sobre a situação jurídica dos professores readaptados. Ao final das palestras foi promovido um debate onde as(os) professoras(os) puderam tirar suas dúvidas.

 

Imprimir