Por administrador em 19/jan/2012

Para especialistas, educação básica precisa de mais verba



Especialistas afirmam que é natural que os gastos do Brasil com alunos da educação superior sejam maiores do que com os do nível básico. Segundo eles, o custo com um estudante matriculado numa universidade é superior porque engloba, entre outras atividades, pesquisa, laboratórios e cursos de extensão. No entanto, os educadores reconhecem que o país ainda precisa investir mais na educação básica. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o Brasil gastou, em 2010, cinco vezes mais com um estudante matriculado no ensino superior do que com um aluno da educação básica. Em 2000, o gasto era 11 vezes maior. “Normalmente, os gastos com a educação superior são maiores por dois motivos: incluem o custo com atividades de extensão e pesquisa, além da relação professor/aluno, e o número de matrículas é menor”, explica Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação:

“Países desenvolvidos investem, em média, entre R$ 15 mil e R$ 19 mil per capita por aluno, e o Brasil está nesse patamar. O importante é que não deve ser preocupação da política pública diminuir a distância. O necessário não é investir menos no ensino superior, mas expandir a rede, aumentar a qualidade, e ainda fazer com que os gastos com a educação básica cresçam”.

Presidente do Todos pela Educação, Priscila Cruz lembra que a grande maioria dos países investe mais em educação superior e diz que seria “leviano” afirmar que o ideal seja equiparar o investimento: “Bom seria o investimento per capita na educação básica aumentar. Se as escolas fossem, por exemplo, equipadas com laboratórios de química, física e biologia, o valor seria maior. O investimento deveria corresponder a uma educação de qualidade”.

De acordo com dados do Censo, em 2000, o investimento público direto por estudante na educação básica era de R$ 1.533. Ano passado, o investimento foi de R$ 3.580. “Levantamento mostra que, em 2000, 3,9% do PIB eram aplicados na educação, e 3,2% iam para a educação infantil, fundamental I e II e ensino médio. Em 2009, dos 5% do PIB, 4,3% iam para a educação básica. Houve mais investimento, mas ainda é preciso aumentar os gastos, especialmente na educação infantil”, diz Priscila.

Com informações do Globo.com

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