Por administrador em 13/maio/2011

Nota de apoio aos funcionários das escolas públicas do DF



O Sindicato dos Professores no DF, ao mesmo tempo em que agradece o apoio e compreensão recebidos sempre da comunidade escolar durante as nossas campanhas salariais, dirige-se à sociedade brasiliense para reiterar seu total apoio à greve dos companheiros e companheiras da carreira de Assistência à Educação.

Temos a certeza da legitimidade de suas reivindicações e lamentamos que o GDF tenha usado do expediente de questionar uma greve legítima na Justiça. Desde o dia 4 de maio eles haviam comunicado ao governo a decisão de entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 9 de maio, caso as negociações não avançassem.

O SAE tem conduzido o movimento com responsabilidade e buscado em todos os momentos o diálogo e a negociação, mas o GDF se recusa a apresentar qualquer proposta financeira que possa ser analisada pela categoria; e por isso eles tomaram a decisão de paralisar as atividades.

Repudiamos qualquer tentativa de intimidação de um movimento justo dos trabalhadores por meio de ações judiciais. Esperamos que os gestores da Secretaria de Educação mudem sua postura e respeitem a categoria como fez  em relação a outros profissionais.

Além de não apresentar nenhuma proposta, na última sexta-feira, dia 13, um dia após uma reunião de negociação  entre a Comissão de Negociação do SAE e Secretários de Governo, com a presença de três parlamentares da base governista que se posicionaram favoráveis às reivindicações dos servidores, a direção do SAE foi surpreendida, com uma liminar da Justiça cobrando que o Sindicato mantenha 50% de servidores trabalhando para manter as escolas funcionando. Além disso, receberam uma multa de R$ 70 mil, mais R$ 15 mil por dia se a determinação da Justiça for desobedecida. Os diretores do SAE podem até ser presos, o que é inadmissível num estado democrático.

Na reunião do dia 12 houve inclusive uma perspectiva de continuidade das negociações e não se falou em liminar contra a greve. Essa truculência, no nosso entendimento, é o que atrapalha a negociação.

Esperamos que o GDF pare de tratar com descaso esta importante categoria, que é considerada o pulmão da escola, pois prepara a mesma para que o professor e o aluno possam usá-la em condições adequadas.

 

Diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no DF

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