Por administrador em 14/set/2012

Mídia manipula e deforma informação, criticam debatedores



Fortalecer  a comunicação sindical e lutar pela democratização dos meios de comunicação no Brasil são algumas das medidas que poderiam ser adotadas pelo movimento sindical para dar à sociedade, como um todo, uma visão real das lutas das/os trabalhadoras/es brasileiras/os. Essas foram algumas das sugestões apresentadas aos participantes do 9º Congresso de Trabalhadoras/es em Educação (CTE) Olga Benário, durante a palestra “Mídia”, na manhã desta sexta-feira (14).
Educadoras e educadores lotaram o auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães,  neste segundo dia do CTE, e acompanharam atentamente as palestras dos jornalistas Altamiro Borges (editor da revista Debate Sindical e editor do site Vermelho) e Beto Almeida (diretor da Telesur e presidente da TV Cidade Livre). Altamiro falou sobre o grande poder da mídia, hoje, que apesar de produzir qualidade, manipula a informação de acordo com o interesse próprio. “Omitem o que não interessa e ressaltam o que interessa. E trabalhador não é notícia. Não interessa”, disse o jornalista.
Altamiro citou como exemplo a cobertura da mídia durante greve dos professores em Brasília, cujas manchetes eram: greve dos professores congestiona o trânsito. Numa tentativa clara de ignorar a luta da categoria e, ao mesmo tempo fazer a sociedade se posicionar contra. “Além de manipular a informação, a mídia deforma comportamentos e estimula o individualismo exacerbado”, afirmou Altamiro ao explicar a capacidade da mídia de nos “desmobilizar e de nos confundir”.
A respeito da manipulação, Beto Almeida citou os programas educativos como o Telecurso 2º Grau, que recebe verba do governo, mas só é exibido de madrugada, em horário não compatível com sua função. Ele disse uma das formas que a sociedade tem de conseguir que suas necessidades de comunicação sejam atendidas é por meio da regulamentação. Citou países como a Venezuela, onde o governo fortaleceu a comunicação pública, que não está sujeita ao mercado, apoia as TVs comunitárias e o jornalismo popular.

Tanto Altamiro quanto Beto Almeida ressaltaram a necessidade de lutar por uma lei, por uma nova regulamentação da comunicação no Brasil que garanta o que já está escrito na Constituição. Eles lembraram que a Carta Magna já proíbe o monopólio, garante a diversidade, estimula a produção independente.
A manhã desse segundo dia do CTE teve início com a apresentação e defesa das teses. Logo após a palestra sobre Mídia, o diretor executivo da CUT-Nacional e secretário de Finanças da CNTE, professor Antônio Lisboa ministrou palestra sobre a Conjuntura Internacional, Nacional e Local.

 

Imprimir