Por administrador em 24/out/2012

Direito da mulher incluído no currículo do ensino fundamental e médio do DF



A decisão do  Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF)  de tornar obrigatório , nos ensinos fundamental e médio, o ensino de conteúdos que tratam dos direitos da mulher e outros temas com recorte de gênero foi comemorada pelo Coletivo de Mulheres do Sinpro.  A coordenadora da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eliceuda França, entende que a medida será fundamental para o esforço de construir políticas públicas que promovam uma educação livre de preconceitos, sexismo e machismo. “O espaço da escola é privilegiado para a formação de uma cultura de respeito entre homens e mulheres. Acredito que a longo prazo isso se refletirá inclusive na diminuição nos índices de violência de gênero” avalia ela.

A Resolução Normativa nº 1/2012, do Conselho de Educação do Distrito Federal(CEDF),  inclui um capítulo que assegura como conteúdo obrigatório, nos ensinos fundamental e médio, os direitos da mulher e outros assuntos com recorte de gênero.De acordo com o documento, constituem conteúdos dos componentes curriculares obrigatórios da educação básica, entre outros pontos, os Direitos da Mulher e outros assuntos com o recorte de gênero nos currículos dos ensinos fundamental e médio.

O DF é o primeiro Estado brasileiro a trazer, como item obrigatório, os assuntos para dentro das salas de aula das escolas públicas e particulares.
Nilton Alves Ferreira, presidente do Conselho de Educação do Distrito Federal(CEDF), explica que as questões de recorte de gênero e direito das mulheres serão abordadas de acordo com cada faixa etária, assim como acontece com as demais matérias do currículo escolar. “O aprendizado deve ser contínuo, dinâmico e didático, de acordo com a evolução de cada aluno. Assim, teremos condições de construir um novo modelo de sociedade, que valoriza a mulher em sua plenitude”, explica o presidente.

No próximo jornal Sinpro Mulher, publicação semestral do Sindicato, iremos abordar as experiências já desenvolvidas pela entidade e por membros da categoria para tratar desse tema nas escolas, como forma de subsidiar a elaboração desses conteúdos.

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