Por administrador em 04/jul/2013

Carreira educacional é uma das piores, diz Ipea



FotoMedicina é o curso superior que oferece mais vantagens profissionais, atualmente, segundo o estudo Radar: Perspectivas Profissionais – Níveis Técnico e Superior, divulgado na última quarta-feira (3) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).Já a perspectiva para os estudantes de carreiras ligadas à educação e formação de professores, com foco na perspectiva salarial, está longe de ser animadora. De acordo com a avaliação, a carreira está à frente apenas de filosofia e ética, e religião.

Em um ranque de 48 carreiras pesquisadas pelo Ipea, a educacional ocupa o 46º lugar. Enquanto a perspectiva salarial para o estudante de medicina é de R$ 8.459,45, a de quem escolher a carreira de profissional da educação ou formação de professores é de R$ 2.420,73. A facilidade de encontrar um emprego, expresso pela taxa de ocupação de 97% dos médicos formados, também a maior entre as carreiras e a cobertura previdenciária, de 93,3%, são fatores determinantes. Nesse mesmo índice, educação surge na oitava posição, com pouco mais de 94,13%.

De acordo com o instituto, baseado em informações de 2009 a 2012 do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego, uma avaliação que considera salário, jornada de trabalho, facilidade de se conseguir um emprego e cobertura previdenciária faz com que a carreira médica tenha as condições consideradas as mais interessantes a um futuro profissional. Atualmente, o curso é um dos mais cobiçados nos vestibulares, momento em que os jovens têm que decidir suas profissões.

Com base no estudo do Ipea, entende-se que as carreiras do setor educacional estão, cada vez mais, menos atraentes, até mesmo afugentando estudantes que sonham com um futuro promissor. Evidentemente, se persistir tal política de desvalorização dos profissionais de educação, em um futuro não muito distante haverá grande carência de recursos humanos na área.

Só então, certamente, os governantes brasileiros se darão conta que sem educadores não haverá como se formar outros profissionais, incluindo-se nesta lista os, atualmente, tão cobiçados médicos.

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