Por administrador em 24/nov/2009

Aulão Saúde e Prevenção nas Escolas



Cerca de 400 alunos de escolas públicas de todo o DF estiveram no auditório da Imprensa Nacional na manhã do dia 24 de novembro para a aula “Saúde e Prevenção na Escola – Atitude para curtir a vida”. Apresentações culturais, palestras e muito bate-papo marcaram o aulão, organizado com o apoio do Sinpro e da CNTE. E na manhã do dia 25, o trabalho foi novamente realizado no presídio feminino da Colméia, no Gama.

No dia 24, as estrelas foram os estudantes do grupo teatral Turma da Vila, um projeto educativo do CEF Nossa Senhora de Fátima com adolescentes de Planaltina, sob coordenação do professor Clayton. O Turma da Vila fez uma apresentação teatral/musical/jornalística chamando a atenção para as transformações pelas quais a epidemia vem passando e pela necessidade de informação. Nas palavras dos estudantes: “ninguém espera que a criança atravesse a rua sozinha pela primeira vez para, então, advertí-la sobre o perigo dos automóveis”.

As mudanças no perfil da epidemia foram confirmadas pela palestrante Maria Adrião, mestranda em saúde coletiva pela Unifesp e consultora da Unicef. Recentemente tem havido um aumento dos casos entre pessoas acima de 50 anos, e também entre as mulheres, especialmente as adolescentes.

Por trás do avanço da epidemia sobre as adolescentes está o preconceito da sociedade e de alguns agentes de saúde, que dificultam o acesso da jovem à camisinha nos postos de saúde, por exemplo, e que estigmatizam aquela que carrega, por conta própria, camisinhas na bolsa. Já entre as pessoas com mais de 50 anos, o Viagra e drogas relacionadas possibilitam uma vida sexual cada vez mais ativa nessa idade, mas são pessoas desacostumadas com o uso da camisinha e que ainda não se conscientizaram completamente do risco que estão correndo.

Já está abandonado o conceito de “grupos de risco” e a falsa segurança que ele propiciava – hoje todos estão em risco e precisam se proteger, e é papel da sociedade facilitar o acesso de todos à prevenção, sem julgar ou condenar aqueles que desejam apenas uma vida sexual saudável. Os estudantes aprenderam a lição.

A diretora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Zezé (Maria José Barreto), disse que o Sinpro apoia essas iniciativas porque entende que a escola é um ambiente favorável à adoção de ações preventivas, pois os jovens necessitam ter conhecimento e informações sobre a sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis e práticas seguras que previnam essas doenças, além da Aids.

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