Por administrador em 07/jun/2013

A sustentabilidade na ordem do dia das escolas



Temas como sustentabilidade, preservação ambiental e cuidados com o meio-ambiente são estão cada vez mais presentes no dia a dia da sociedade. As escolas, sabendo disso, já trazem o assunto para o dentro das salas de aula, por meio de diferentes tipos de projetos. As instituições realizam atividades nesta linha ao longo de todo o ano mas, é no início de junho, mais especificamente no dia 5, o Dia Mundial do Meio Ambiente, é que os colégios aproveitaram a data para

trabalhar ainda mais esta temática.

As escolas de um modo geral trazem em seu currículo o tema ecologia, mas cada uma diferencia na maneira e qualidade de exposição do assunto. Em busca uma relação cada vez maior entre os estudantes e o meio ambiente, o Instituto São João Baptista (Isjob), no Méier, desenvolveu o projeto “Horta Suspensa”. Os alunos da instituição, entre oito e 10 anos,  plantam e criam suas próprias mudas, cada uma dentro de uma garrafa pet que é sustentada, na parede, por arames.

A proposta é promover a discussão e a reflexão sobre a preservação e o cuidado com o meio ambiente. No trabalho, são utilizados apenas materiais de custo reduzido. Foi um jeito simples de unir a reciclagem ao plantio de novas mudas. Tem manjericão, pimenta, pimentão, coentro, salsa, cebolinha e hortelã.

A horta fica no pátio do colégio e as crianças regam e cuidam de suas plantas. Segundo a professora Sandra Bezerra, idealizadora do projeto, a ideia da “Horta Suspensa” é que a criança desenvolva o cuidado com as plantas e perceba a importância da relação entre a natureza e o ser humano. Para ela, “realizando atividades que promovam essa reflexão, eles tendem a respeitar mais os seres vivos”.

Alterações climáticas, o destino do lixo produzido pela sociedade e as fontes renováveis e não renováveis foram temas discutidos no Colégio Saint John recentemente. Aulas expositivas sobre educação ambiental foram realizadas e é um hábito da escola falar sobre sustentabilidade em eventos para os alunos.

“Fizemos aulas para mostrar aos jovens um pouco das alterações climáticas. Trouxemos jornais e revistas para dentro de sala de aula, conversamos um pouco sobre fontes de energia alternativa, reciclagem, sustentabilidade de uma maneira geral. Isso foi feito com as turmas de 6º ano e os estudantes se mostraram interessados com o assunto”, diz o professor Vinicius Ramalho, do Colégio Saint John.

O Dia Mundial do Meio Ambiente também mexeu com a rotina da Amora Centro Educacional. A instituição de ensino preparou a sua Semana da Ecologia e realizou atividades especiais para a comemoração da data. A semana voltada para a sustentabilidade já faz parte do calendário escolar do
colégio.

O objetivo é inserir os alunos na discussão sobre o tema ecologia, oferecendo debates, palestras, passeios em pontos ecológicos da cidade. Este ano, os estudantes apreciarão uma sala ambientada de floresta, preparada especialmente pelas professoras, e poderão assistir à palestra “Conversa aberta sobre reciclagem”, ministrada pela blogueira Monique Futscher, que se dedica às causas do meio ambiente.

Ainda serão feitos passeios. Um será no Parque Carmem Miranda, no Flamengo, e outro no Jardim Botânico. Nesses locais, será realizado o “Piquenique Verde”, a fim de estimular o consumo de alimentos saudáveis e naturais e para que a turma amplie seus conhecimentos sobre a flora brasileira.

Mas não são apenas as escolas que buscam mostrar a importância da ecologia. A esfera pública também está se movimentando. No Rio de Janeiro, dois projetos governamentais que buscam trazer a educação ambiental para as escolas públicas do estado do Rio de Janeiro foram ampliados.

Atuando em 122 escolas estaduais há seis anos, os programas “Elos de Cidadania” e “Nas Ondas do Ambiente” ganharam mais amplitude a partir de maio. No dia 3 do último mês, os secretários estaduais de Ambiente, Carlos Minc, e de Educação, Wilson Risolia, assinaram um termo de cooperação que formaliza um convênio entre as secretarias e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Enquanto a Uerj fica responsável por formar os docentes que irão estabelecer o elo entre os alunos e o meio ambiente, à Secretaria Estadual de Ambiente caberá implantar e acompanhar a realização dos programas nos colégios. A Secretaria de Educação, por sua vez, mediará o contato entre a Secretaria de Ambiente e as unidades escolares, além de acompanhar o trabalho dos programas.

Fonte: Folha Dirigida
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