Valorização do Magistério: o Reconhecimento que Merecemos
Profissionais do Magistério Público carregam consigo uma responsabilidade grande com o futuro do DF e do país. Somos nós que estabelecemos a ponte entre os saberes e os estudantes: nós alfabetizamos, apresentamos conteúdos, ensinamos métodos para o estudo e a pesquisa, formulamos ações pedagógicas para favorecer a aprendizagem. Somos nós que promovemos a mediação entre o conhecimento e o mundo, cuja compreensão permite a formação de cidadãos, sujeitos de direitos, aptos a participar ativamente da sociedade e transformá-la para melhor.
Na escola, além de tudo isso, desenvolvemos um olhar diferenciado para cada um e cada uma: a Educação Especial e Inclusiva, a Educação de Jovens e Adultos, a Educação Infantil. a educação no Sistema Prisional e no Sistema Socioeducativo. Um olhar humanizado, que valoriza a diversidade, que não despreza as especificidades, fazendo com que a educação seja, efetivamente, direitos de todas e de todos.
Somos nós que convivemos com os e as estudantes a ponto de perceber quando algo extraclasse não vai bem, comprometendo o desempenho. São professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais quem primeiro identifica casos de violência contra crianças e adolescentes.
Quantos de nós não se dedicam a tantas tarefas extraclasse, criando projetos, cuidando do espaço físico e atendendo estudantes para realizar plenamente nossa função? Quantos de nós não colocam dinheiro do próprio bolso para que não falte nada à escola e às atividades pedagógicas? Quantos de nós não acabam adoecendo pelo volume de trabalho, pelas dificuldades representadas pelas salas superlotadas ou pela dinâmica opressora trazida pela militarização?
Educar não é missão ou vocação que nascem com a tarefa de cuidar, e que se pratica por amor. Educar é compromisso sim, mas é trabalho – e muito.
Um trabalho que vai muito além da transmissão de conhecimento.
Para executar bem esse trabalho, é necessário investir na formação e na qualificação dos profissionais da Educação. É necessário que as escolas disponham de estrutura adequada, recursos e ofereçam condições de trabalho dignas. É necessária remuneração digna, para que nenhum educador ou educadora precise se desdobrar em jornadas múltiplas, para que cada vez mais jovens se atraiam pela carreira Magistério. É necessário reconhecimento – algo que o GDF está devendo à nossa categoria há muito tempo.
Portanto, valorizar e priorizar a educação do nosso povo passa pela noção concreta de que, por mais amor que tenhamos pela nossa profissão e pelos nossos estudantes, educar é um trabalho fundamental que deve ser desempenhado por profissionais qualificados e qualificadas, bem remunerados e que disponham de condições para realizar esse trabalho.
Valorizar o Magistério é valorizar o futuro do DF e do Brasil.
Parabéns, categoria! Nós conseguimos fazer o impossível, e merecemos reconhecimento.
