Sinpro realiza reunião do Coletivo de Trabalhadoras e Trabalhadores com Deficiência para debater pautas e direitos
Em mais um movimento de organização e fortalecimento da luta por inclusão, o Sinpro promoveu uma reunião do Coletivo de Trabalhadoras e Trabalhadores com Deficiência na última quinta-feira (25/6). O encontro, coordenado pelos diretores Carlos Maciel, Fernando Augusto e Elbia Pires, teve como objetivo principal sanar as dúvidas da categoria em relação ao cumprimento de seus direitos e o combate ao capacitismo junto à Secretaria de Educação (SEE) e construir uma pauta unificada de reivindicações.
Durante a reunião, que teve a participação de Phellip Alexander Alcantara Ponce, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais presentes apresentaram suas principais inquietações, com destaque para o andamento dos processos relacionados à Fibromialgia e ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 de suporte. A equipe jurídica do Sinpro esteve presente para esclarecer os principais direitos e legislações que asseguram o(a) educador(a) com deficiência, abordando também o conceito de trabalho assistido, um tema crucial para a efetivação da inclusão no ambiente escolar.
Entre os encaminhamentos do encontro, ficou definida a escolha da bandeira que representará o Coletivo PCD, simbolizando a unidade e a visibilidade do grupo. Além disso, foi estabelecida uma agenda de reuniões para a construção de um documento que será apresentado para a elaboração do Plano Distrital de Educação (PDE), garantindo que as demandas da categoria sejam incorporadas às políticas públicas do Distrito Federal.
Os(as) participantes também elencaram uma série de prioridades que nortearão a atuação do Coletivo, incluindo a elaboração de uma cartilha voltada ao combate ao capacitismo, o fortalecimento da acessibilidade atitudinal na Secretaria de Educação e a garantia da avaliação biopsicossocial como instrumento fundamental para a identificação das necessidades das pessoas com deficiência. O debate também trouxe à tona a preocupação com o despreparo dos setores responsáveis pela saúde ocupacional (SUBSAÚDE) e a necessidade de acompanhamento da legislação sobre fibromialgia, atualmente com tramitação suspensa no âmbito do Governo do Distrito Federal.
Por fim, o Coletivo reafirmou a importância do diálogo constante com o Sinpro para a construção de pautas que serão defendidas junto ao governo e à SEEDF. Entre as reivindicações, destaca-se a garantia do direito de preferência aos professores com deficiência nos processos de remanejamento, visando a lotação em unidades mais próximas de suas residências, o que promove melhores condições de acessibilidade, mobilidade e qualidade de vida.
O diretor do Sinpro Carlos Maciel afirma que o Coletivo se consolida como espaço essencial para que a categoria possa apresentar suas principais reivindicações e fortalecer a luta por uma educação mais justa e inclusiva. “A reunião consolidou-se como um espaço essencial para que a categoria pudesse apresentar suas principais reivindicações e fortalecer a luta por uma educação mais justa e inclusiva.”
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