Sinpro promove debate com candidatos ao GDF
O Sinpro realizará, na próxima segunda-feira (21/9), a partir das 20h, o primeiro debate com candidatos e candidatas ao Governo do Distrito Federal (GDF). O evento acontecerá na sede do sindicato (SIG), sem acesso ao público, e tem como objetivo central discutir qual projeto educacional cada candidato propõe para os próximos quatro anos, diante das graves carências que afetam a rede pública de ensino. O debate será transmitido ao vivo pelo YouTube do sindicato e TV Comunitária.
De acordo com o Sinpro, o debate surge da necessidade de colocar a educação no centro do debate eleitoral. Entre os principais problemas estão a falta de investimento e a redução ano a ano do orçamento destinado à educação; o aumento do número de alunos por sala de aula; salários defasados; o elevado contingente de professores em regime de contratação temporária, além da dificuldade em garantir espaços pedagógicos adequados e equipes multidisciplinares suficientes.
“É um debate em que todos os assuntos têm alguma relação com a educação e queremos saber qual é a solução que os candidatos estão apontando para resolver esses problemas que vêm se acumulando ao longo dos anos”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.
Para a entidade, a educação é a engrenagem da transformação da sociedade. “Uma sociedade que sonhamos, mais justa e mais igualitária, só é possível a partir de uma educação para todos. Pensando nisso, o Sinpro realiza esse debate, onde a pauta principal é a educação, para ver que proposta e projeto cada candidato pensa para o povo do DF”, destaca Cléber Soares, também diretor do sindicato.
Confirmações e ausência
O sindicato recebeu a confirmação de sete candidatos: José Roberto Arruda (PSD), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Professor Robson (PSTU) e Professora Samara Mineiro (UP). A candidata Celina Leão (PP) não confirmou presença no debate.
Educação não é mercadoria
O Sinpro reforça ainda que a educação não pode ser vista como uma mercadoria. A lógica de entender a educação como um instrumento a serviço do mercado e não a serviço do ser humano é uma lógica que não dialoga com a educação que efetivamente constrói cidadania, pessoas críticas e capazes de viver com a diversidade.
