Sinpro parabeniza a EAPE por 38 anos como pilar da formação continuada no DF
Em um cenário de constantes transformações na educação, a Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) comemora 38 anos de existência e resistência. Criada como uma conquista da luta coletiva da categoria do magistério público do Distrito Federal, a instituição se consolidou como um braço estratégico da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), dedicado exclusivamente ao aperfeiçoamento e à valorização dos profissionais que atuam na rede pública de ensino.
A trajetória da EAPE é marcada pela unificação de três pilares fundamentais: a formação continuada, a pesquisa e a inovação. Mais do que um espaço físico, a escola representa o reconhecimento de que o professor, para exercer sua função com excelência, necessita de atualização constante em métodos, didáticas e perspectivas pedagógicas. Nesse sentido, a EAPE cumpre um papel essencial ao oferecer suporte para que os educadores estejam sempre em desenvolvimento.
Entre as iniciativas que destacam a atuação da unidade, estão o projeto ‘EAPE que vai à escola’, que leva a formação diretamente ao ambiente escolar, e as publicações periódicas ‘Revista Consenso’ e ‘Consenso Jovem’, que fomentam o debate e a produção acadêmica na área. No entanto, um dos aspectos mais relevantes para a categoria é a gestão do programa de afastamento remunerado para estudos, que permite que servidores se dediquem a cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, uma pauta que ganhou centralidade durante a última greve da categoria e simboliza a luta pela valorização profissional.
Para o diretor do Sinpro Herbert Anjos, a EAPE é um símbolo da conquista coletiva, mas sua existência plena depende de políticas públicas robustas. “Você ter uma escola exclusiva para o aperfeiçoamento dos profissionais de educação é uma conquista. É claro que, com os governos, especialmente nos últimos anos, a formação continuada tem sido desprestigiada e está num patamar muito inferior ao que deveria estar na luta por valorização. A EAPE pode contar com o Sinpro na luta por uma educação preocupada com a inclusão e a valorização do magistério, e entendemos que a formação continuada é o ponto central basilar da Secretaria de Educação.”
Os desafios, no entanto, são significativos. A necessidade de se criar uma política distrital de formação continuada, que vá além das iniciativas isoladas e amplie o alcance do trabalho da EAPE, é um debate presente no Plano Distrital de Educação (PDE). A unidade, que já gerencia processos seletivos anuais com centenas de vagas para mestrado, doutorado e pós-doutorado, precisa de fortalecimento para garantir que o direito à formação continuada não seja apenas uma conquista formal, mas uma realidade efetiva para todos os profissionais da educação no Distrito Federal.
O Sinpro tem lutado por direitos e melhorias para os servidores da carreira que estão na EAPE, como a jornada de 7 horas para os formadores, o recesso dos educadores em função técnico-pedagógica, o aumento do percentual do afastamento remunerado para estudos de 1% para 2% e uma gratificação para os formadores da EAPE.
Ao completar 38 anos, a EAPE celebra não apenas o tempo de existência, mas a persistência de um ideal que coloca o professor no centro do processo educacional, reafirmando que a qualidade do ensino público passa, inevitavelmente, pela valorização e pelo aprimoramento constante de seus agentes.
