Sinpro mostra em vídeo construção do mural contra o bullying na EC 10 do Gama

Há décadas as escolas públicas do Distrito Federal vêm aperfeiçoando as atividades pedagógicas de combate à violência. Uma delas é o combate ao bullying – uma palavra em inglês que significa assédio moral, em português. A Escola Classe 10 do Gama (EC 10 Gama) adotou a prática da conscientização e do respeito humano para combater esse e outros tipos de violência. A atividade é feita anualmente para, desde logo, prevenir essa e outras violências na escola.

Assim, em todo início de semestre, a escola realiza uma ação de conscientização contra o bullying e para a paz, que tem surtido efeito. Segundo relato dos(as) professores(as), as brigas e agressões têm diminuído dia após dia e dado lugar ao respeito e à paz. Nada melhor do que a política da boa vizinhança. Para isso, o orientador educacional e professor Neilan Costa usou a pedagogia do mural para estimular a criatividade e, ao mesmo tempo, conscientizar os(as) estudantes contra essa violência.

Neste primeiro semestre de 2022, a conclusão dessa construção para a paz foi encerrada na manhã de quinta-feira (2/6), quando os(as) estudantes, professoras(es) e o orientador educacional construíram o mural contra o bullying na escola. O Sinpro-DF foi lá para prestigiar e registrar a atividade pedagógica em um lindo vídeo sobre o mural, cujo tema deste semestre é “Faça bonito! Diga não ao bullying”. Confira o vídeo no final desta matéria.

“Desenvolvemos o projeto de prevenção ao Bullying e Cyberbullying todo início de ano em todas as turmas como forma de prevenir as agressões verbais, físicas e psicológicas e orientamos a todos(as) os(as) estudantes a como utilizar de forma responsável as ferramentas tecnológicas, como smartphones, computadores e redes Sociais”, explica o orientador educacional.

Neilan afirma que esse trabalho de conscientização foi determinante para diminuir, consideravelmente, os conflitos entre os e as estudantes. “E tem dado muito certo realizar, no início de todo semestre, essa atividade de prevenção. O trabalho de prevenção ao bullying começou no início de março e concluímos no dia 2 junho, com a construção do mural realizado por todas turmas do 1º ao 5º Ano”.

Ele também explica que a construção do mural é uma dinâmica em que cada criança faz e cola no mural alguma coisa relacionada ao tema. “Na dinâmica da construção do mural, busquei cada turma com sua professora e cada estudante trouxe sua flor lhe representando. Ao chegar em frente ao mural, entregaram a flor às educadoras sociais, que estavam colando, porque foi preciso colar com cola quente, e, em seguida, tiramos fotos deles em frente ao mural. Afinal, criança tem de ser regada com carinho, amor e dedicação. E nós, enquanto educadores, devemos proporcionar a elas tudo isso!”, declarou

 

Bullying – o assédio moral nas escolas

 

Um dos lugares em que o bullying é mais recorrente, em qualquer lugar do mundo, é nas escolas. Em Brasília, capital do País, o tema é frequentemente discutido entre especialistas, governantes, políticos, professores(as), orientadores(as) educacionais e comunidade escolar. Já foi tema até de audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 2012.

No bullying, os(as) agressores(as) costumam ameaçar ou intimidar alguém. No geral, a ação implica em humilhar por qualquer motivo; excluir; discriminar por cor, raça, gênero, sexo etc. Qualquer coisa é motivo para a discriminação. Consiste, sobretudo, em falar mal dos outros e fazer fuxicos do mal, com difamações e outros assédios com o intuito de agredir, excluir, humilhar e massacrar a vítima. Segundo estudiosos, as agressões verbais são mais comuns do que agressões físicas e, na escola, elas ocorrem com bastante frequência.

O bullying é tão nocivo que causa danos psicológicos e psiquiátricos à vítima e é um perigo por ser uma discriminação que, muitas vezes, evolui para ocorrências mais graves, como agressões físicas, ameaças de morte ou até atentados às escolas.  Nos EUA, por exemplo, a combinação de venda de armas sem controle e indiscriminada para qualquer pessoa com a prática do bullying tem resultado em grandes tragédias dentro das escolas.

Tem até um filme chamado “Tiros em Columbine“, em que o diretor, Michael Moore, traz a análise e a preocupação com esses dois temas e mais alguma coisa. Vale a pena assistir porque o documentário faz uma reflexão sobre um massacre dentro da Columbine High School, em Columbine, no Colorado, em 20 de abril de 1999.

Contudo, a escola Columbine, nos EUA, não é caso isolado. Todo dia os EUA estão nas páginas dos jornais com tragédias como essa dentro de escolas. Em maio deste ano, por exemplo, 19 pessoas entre professores e crianças foram assassinadas dentro de uma escola no Texas. Esse é um problema recorrente dentro das instituições de ensino nos EUA porque, dentre outras doenças sociais daquele país, é decorrente do assédio moral (bullying) combinado com a venda indiscriminada de armas de fogo.

 

Confira o vídeo: