Sinpro discute com SEEDF questões do PSS

Comissão de negociação do Sinpro demanda da SEEDF posicionamento mais claro com relação ao PSS, e retorno da mesa permanente de negociação da pauta financeira

Dando prosseguimento às negociações, a Comissão de Negociação do Sinpro-DF e a Secretaria de Educação (SEEDF) reuniram-se nesta segunda-feira, 10 de janeiro. Na pauta, o PSS realizado em 19 de dezembro e a retomada da campanha salarial.

Todas as denúncias recebidas pelo Sinpro foram levadas à SEEDF, junto com a avaliação negativa do sindicato em relação à atuação da empresa organizadora do processo seletivo simplificado (PSS), a Quadrix. Diante das cobranças, a SEEDF informou que se reuniu com representantes da empresa e que esta irá efetuar nova análise da prova por meio de consultoria especializada externa. Feito isso, será emitida uma nota técnica mais bem fundamentada sobre os questionamentos ao certame. O Sinpro acompanhará de perto esse próximo momento, e cobrou da Secretaria que haja lisura na apuração das denúncias e transparência nas informações.

A SEEDF informou que, para a Quadrix, o índice de reprovação foi maior por conta das mudanças na metodologia: se, nos PSS anteriores, a cada 4 questões erradas, anulava-se uma certa, no certame de dezembro último, cada duas questões erradas anulavam uma certa. Segundo a SEEDF, a empresa considera que as questões anuladas por erro seu não teriam interferido no número de aprovados(as), pois estavam “dentro da linha histórica” (18 questões anuladas entre o total de questões neste certame, contra 19 na seleção anterior, segundo dados da empresa).

A direção do Sinpro salientou que o processo foi confuso, o que causou muita ansiedade e desgaste entre os candidatos. “Todas as denúncias recebidas pelo sindicato foram encaminhadas à SEE”, afirma Luciana Custódio, diretora do Sinpro. “Os candidatos e candidatas foram orientados a formalizarem essas denúncias tanto na ouvidoria da secretaria quanto no Ministério Público (MPDFT), bem como a não perderem o prazo de recursos”, completa ela.

A SEEDF apresentou alguns dados comparativos entre os dois últimos certames, com relação à nota de corte e ao fator de correção, que foram os principais elementos de alteração do resultado em relação ao exame anterior.

   

Mais uma vez, a comissão de negociação do Sinpro demonstrou a necessidade urgente da realização de concurso público para o magistério do Distrito Federal: “Nesta prova foram mais de 60 mil concorrentes, o que demonstra que há uma quantidade enorme de profissionais do magistério que poderiam estar contratados de forma efetiva”, relatou o diretor do Sinpro Cléber Soares.

“Há regionais com escolas inteiras com professores de contrato temporário”, aponta Luciana Custódio. “O banco da SEEDF está zerado, não há mais profissionais disponíveis para tomar posse”, afirma ela. O último concurso público para professores(as) e orientadores(as) educacionais no DF foi realizado em 2016.

Negociação da pauta financeira com SEEDF, Casa Civil e Economia

Durante a reunião, a comissão de negociação do Sinpro também cobrou da SEEDF o restabelecimento da mesa de negociação permanente com a Secretaria de Educação, e também a Casa Civil e a Secretaria de Economia, para a discussão da pauta financeira da categoria, para discutir todas as nossas reivindicações financeiras, incluindo o reajuste dos auxílios, a implementação da meta 17, a retomada da discussão da oferta de curso de mestrado para a categoria. Toda essa pauta deve ser discutida com a presença da secretaria de economia.