Sinpro cobra do novo secretário a pauta de reivindicações para a educação do DF
A comissão de negociação do Sinpro se reuniu na manhã desta terça-feira (18/8) com o novo secretário de Educação do Distrito Federal, Thiago Peixoto, que assumiu o cargo há pouco mais de uma semana. Na pauta da reunião, a comissão cobrou a nomeação das vagas tornadas sem efeito, novo concurso público já autorizado e o recesso extensível aos professores lotados na EAPE e nas Regionais de ensino e melhores condições de trabalho. Peixoto disse à comissão que nomeações e concurso serão sua prioridade.
O novo secretário ouviu a comissão de negociação com atenção. “Contamos a história de nossos movimentos de greve para valorização da carreira, falamos sobre a questão da reestruturação e incorporação de gratificações. Explicamos a ele a importância da Meta 17 do PDE”, conta a diretora do Sinpro Márcia Gilda, presente à reunião junto com a diretora Elbia Pires e os diretores Cleber Soares, Samuel Fernandes e Fernando Augusto.
Prioridade para nomeação das vagas sem efeito e novo concurso
Márcia Gilda conta que a comissão de negociação também tratou das 216 vagas tornadas sem efeito das últimas nomeações, cujo processo já está quase concluído na secretaria de economia. “E é claro, nós reforçamos que para além das tornadas sem efeito que a gente ainda tem um banco de quase 3 mil aprovados, que deve ser zerado”
Segundo a comissão de negociação, o novo secretário disse que terá como prioridades em sua lista de afazeres as vagas tornadas sem efeito e o novo concurso. A comissão explicou ao novo secretário a necessidade de novo concurso, uma vez que, em números de agosto de 2026, a SEEDF conta com 16.714 profissionais em regência de classe sob o regime de contrato temporário. “Falamos também que a secretaria tinha solicitado análise para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a respeito da realização de concurso em ano eleitoral. O tribunal atestou não haver nenhum impedimento legal para a realização, e a Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF) também pede celeridade”, explica Samuel Fernandes.
Márcia lembrou ao novo secretário que a realização de novo concurso foi um dos pontos do acordo de greve, e seu edital deveria ter sido divulgado até julho deste ano. “Avisamos ao secretário que o Tribunal de Justiça foi provocado a respeito do não cumprimento desse ponto, uma vez que o acordo de greve se tornou um título judicial”, conta a diretora.
Recesso para todos e comprometimento com a pasta
Outro ponto da reunião com o novo secretário foi a questão do recesso de fim de ano dos professores que atuam como técnico pedagógicos e dos que atuam em nível intermediário e central. “Destacamos ao novo secretário que é importante fazer essa alteração na Portaria 5.105, referente ao nosso plano de carreira, e que isso pode ser feito mesmo em ano eleitoral. Todos esses profissionais que aceitaram o convite de ir para as regionais de ensino pra implementar a proposta pedagógica da secretaria devem seguir o mesmo calendário da rede, então devem ter garantidos os recessos de meio de ano e de fim de ano”, explica Cleber Soares.
A diretora do Sinpro contou também que a comissão de negociação cobrou do novo secretário comprometimento com sua própria pasta: “Nós lhe dissemos que ele, como secretário, precisa defender o orçamento de sua pasta, que está em constante disputa, e a gente sente a falta da secretaria de Educação lutando por orçamento”. Cleber conclui: “Mais orçamento para a educação significa também concluir a reestruturação de nossa carreira e assim conquistarmos a Meta 17”.
O Sinpro está atento às movimentações na Secretaria de Educação, e não permitirá retrocessos.
