Richa gasta quase R$1 milhão com massacre contra professores

Segundo dados da Polícia Militar encaminhados ao Ministério Público na última semana, os policiais chegaram a disparar uma média de 20 tiros por minutos naquele fatídico dia.
Conforme o documento, os 2.516 policiais que trabalharam na operação usaram 2.323 balas de borracha e 1.413 bombas de fumaça, gás lacrimogêneo e de efeito moral e 25 garrafas de spray de pimenta contra um grupo desarmado de servidores públicos.
A PM agredeiu os servidores públicos que protestavam contra a votação que autorizou o governo do estado a ter acesso à previdência dos trabalhadores estaduais. Mesmo com a violência exagerada dos policiais militares e o pedido de deputados para que a votação fosse adiada, o projeto foi aprovado.
Dos 2.516 policiais militares de Curitiba, 855 foram deslocados do interior do estado para participar da operação. O gasto com o efetivo chegou a R$ 550 mil.
Já as bombas, havia cerca de 1.500 prontas para o uso, algumas delas foram lançadas contra os educadores e servidores no dia do massacre curitibano.
O artefato usado é chamado de Kit Operacional Especial Não Letal 2 – Longa distância, custa R$ 14 mil a unidade e lança munições não-letais, cartuchos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.
A PM gastou ainda 1.094 granadas de efeito moral ou lacrimogêneo e 300 projeteis de longo alcance. Cerca de 12 projeteis de borracha eram disparados de uma só vez contra os professores.
Prioridade

O governo do Paraná gastou, só em 2014, R$ 6,3 milhões em uma licitação para compra de munição e artigos de baixa letalidade quando o Estado passa por uma crise financeira e deve mais de R$ 1 bilhão a fornecedores.
Com o valor aplicado em armas não letais, Beto Richa poderia construir sete ou oito unidade básicas de saúde, aos moldes da construída recentemente na cidade de Pato Branco, na região Oeste do estado.
(Do Portal Vermelho)

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