Professores(as) aposentados(as) decidem manter ocupação

Após onze horas de ocupação do gabinete do Secretário de Estado de Educação do Governo de Brasília, no Edifício Phenícia (Asa Norte), os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) decidiram manter o movimento. A ocupação não tem hora nem dia para acabar.
O grupo de aposentados(as) ocupou o gabinete em resposta ao calote do governo Rollemberg em relação às pecúnias de todos(os) os(as) professores(as) e orientadores(as) que se aposentaram após o dia 8 de março de 2016. Mais de 2.700 educadores(as) aposentados(as) aguardam que Rollemberg cumpra a Lei e pague o que é devido. Em 2018, a previsão é de que mais 1.400 educadores(as) se aposentem e a insegurança quanto ao recebimento da pecúnia da licença-prêmio é generalizada.
Uma reunião com o secretário da Casa Civil chegou a ser agendada para a manhã desta quinta-feira (01), mas foi cancelada pelo grupo de aposentados devido à ingerência do GDF, que condicionou a reunião à desocupação. “O governo está mantendo sua posição de condicionar a reunião à nossa saída. O fato de marcar uma reunião não garante nenhum avanço, motivo de mantermos a ocupação”, explica a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa. “Esta luta é de todos. Quem ainda não está aqui, vai se aposentar. Portanto, a união de todos e todas é que vai garantir nossa vitória”, garante Rosilene.
 
Entenda a pecúnia
A cada cinco anos de efetivo exercício, os (as) professores (as) e orientadores (as) educacionais têm direito a três meses de licença-prêmio por assiduidade. Mas na época, esses (as) trabalhadores (as) não usufruíram dessas licenças, porque foram impedidos pela Secretaria de Educação, uma vez que a mesma teria que contratar profissionais para substituí-los (as) e não por opção destes (as) educadores (as). A Lei n°840/2011 determina que após a publicação de aposentadoria do (a) servidor (a), as licenças-prêmio não usufruídas se transformam em pecúnia e o GDF deve pagá-las em até 60 dias. Porém Rollemberg desrespeita a Lei e não paga o que é devido.

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